sábado, 20 de maio de 2017

AURÉLIO DA SILVA CAMPOS

Projeto de Lei 1453/79 e 2844/94 - CEP: 35680-267
Denomina logradouro público: Rua Aurélio Campos / Centro, Piedade e Residencial Novo Horizonte.

Era  natural de Bonfim, nascido em 1º  de janeiro de 1893; tendo sido casado com Rita Augusta de Oliveira. Abastado comerciante, foi proprietário de um açougue, de uma sapataria e também de uma grande fazenda voltada para o rebanho bovino. Foi ainda caixeiro-viajante.
Na década de 30, mudou-se para o município de Itaúna, que segundo seus familiares, dois poderiam ter sido os motivos que o levaram a esta decisão — o primeiro, seria por questões políticas; o segundo, para expandir seus negócios na cidade.
Em Itaúna adquiriu uma residência em Santanense, abrindo um armazém e uma padaria. Foi acionista da Companhia de Tecidos Santanense, em cujas reuniões sempre se fazia presente, sendo um dos destacados conselheiros da empresa. No povoado de Campos, onde possuía uma fazenda, realizava o garimpo de cristais e no centro da cidade, adquiriu uma casa; situada à famosa rua Direita (hoje Av. Getúlio Vargas) em cujo local, recebia familiares e amigos, em tempos de grandes festas, principalmente religiosas.
Aurélio Campos, homem íntegro e caridoso para com os necessitados, foi confrade vicentino e católico fervoroso, atuante na comunidade. Todavia, em diversas situações, revelava o seu caráter fleumático e intempestivo; resolvia suas desavenças, “na lábia ou na bala” – dado seu irrequieto espírito de liderança.  Exemplo disso, que em certa ocasião, foi alvo de  uma emboscada no povoado de Guedes, no município de Bonfim, em cuja história não se registrou os nomes dos rixosos; todavia, havia muita bala espalhada pelo chão — não seria novidade, se o motivo fosse alguma querela política.
Na cidade de Itaúna, por ser de baixa estatura e o andar diferente dos demais, carregava consigo um apelido jocoso — Aurélio morceguinho, alcunha esta, proferida apenas entre os próprios mexeriqueiros, caso contrário, Aurélio Campos não se intimidava em usar a sua doce companheira flaubert (espingarda).
“Causos à parte ou não”, Aurélio Campos também era muito lembrando pela sua linda e pitoresca charrete. De estofado em couro preto e com um finíssimo acabamento de primeira classe, o veículo de tração animal possuía os seguintes acessórios: um guarda-sol, um porta-malas para bagagens, um cão de nome "Zeca", o qual, tinha a função de escoltar a charrete por onde fosse e o mais importante, o cavalo, cujo nome era “Queimadinho”.
 Itaúna era local de grande movimentação de tropeiros que vinham de vários locais e muitos destes, pernoitavam no grande curral que Aurélio tinha como extensão de seus negócios, cuja terras, faziam divisas com o senhor José Nogueira.
Das núpcias com dona Rita Augusta, tiveram 8 filhos: Raimunda Campos Freitas, Maria de Lourdes Campos Mendes, Padre José, Isabel da Silva Campos, Benedita Campos Pinto, Expedito da Silva Campos, Rafael Arcanjo Campos e Olivio Campos.
Aurélio da Silva Campos faleceu no ano de 1977 com 84 anos, sendo velado seu corpo na Igreja do Sagrado Coração de Jesus e enterrado ao lado da capela do cemitério do bairro Santanense.


Rita Augusta de Oliveira & Aurélio da Silva Campos
Residência Rua Direita (Av. Getúlio Vargas)


REFERÊNCIAS:
Pesquisa e Acervo: Alexandre Campos
Organização: Charles Aquino. 
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
Fotografia: Charles Aquino

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