sexta-feira, 15 de maio de 2026

DONA LADOMILA

LOGRADOUROS DE ITAÚNAMG - HISTÓRIA

Dona Ladomila: Fé, Caridade e Memória em Itaúna

Este texto apresenta a trajetória de Dona Ladomila, personagem marcante na história social e religiosa de Itaúna, a partir de uma narrativa originalmente escrita por Stella Máximo e publicada no jornal Folha do Oeste, em 22 de abril de 1956.

 Mais do que uma homenagem, o registro permite compreender como práticas de caridade, religiosidade e protagonismo feminino se articulavam no cotidiano da cidade, convidando o leitor a refletir sobre o papel dessas figuras na construção da memória e das relações sociais de seu tempo.

DONA LADOMILA

Corria o ano de 1872, quando nasceu em Santana de São João do Rio Acima, Ladomila  Nogueira de Castro, filha de Zacarias Ribeiro de Camargos e Ana Carolina Nogueira de Castro.

Cresceu e desfrutou a vida de família rica e opulenta da época. Aos 26 anos de idade, casou-se com Joaquim Gonçalves de Faria Sobrinho, nascendo sua filha Godvy, em 27 de novembro de 1898, e Odilon, em 11 de agosto de 1900.

Começou seu calvário em 1902 quando morreu-lhe o esposo. Viu-se a braços com inúmeras dificuldades, devido à doença do marido e, depois, com a manutenção e educação dos filhos. Lutou sem esmorecer, venceu todas as dificuldades que o destino colocou à sua frente, passou pelas amarguras de viúva pobre que, assustada, pensa no dia de amanhã e no pão de cada dia para seus queridos filhos.

Foi por isso, talvez a maior benfeitora dos pobres de nossa terra. Quando dizemos benfeitora, não referimos ao dinheiro, que se pode dar ao pobre, falamos sim de benefícios que ninguém tem coragem de fazer. Lavar a ferida de um infeliz, de um desgraçado era para Ladomila coisa banal sem nenhuma importância; era fato corriqueiro, não merecia ser citado.

Era católica fervorosa, estava enterrado o Apostolado da Oração da paróquia, quando ela e d. Umbelina Victoi de Melo, mais conhecida por d. Nenê de Melo, levantaram essa irmandade. Foi zeladora da igreja matriz, trabalhou muito para a construção da atual. Durante 40 anos foi a representante da Terra Santa em Itaúna.

Já no leito, em extrema debilidade que a moléstia lhe causava, zelava sem descanso as suas obrigações, sacrificando-se às vezes.

Foi a fundadora do lactário, trabalhou para a construção do prédio velho, que foi depois vendido. Fundou a irmandade das Damas de Caridade e por mais de 20 anos foi sua presidente. Nesta associação foi relevante e seu serviço para os pobres desta terra. Conseguiu auxílio do governo federal, comprou a casa para as Damas, na rua Antônio de Matos.

Era Ladomila um espírito forte, alegre. Na mocidade foi a alma de toda festa e reunião; tocava violão, sanfona, viola, cantava modinha, era perita na arte de fazer versos, era dama de companhia das mocinhas para os bailes e festas, era enfim, o que se pode chamar de pau de toda obra. Estava pronta para toda festa, como também para acudir um doente ou alguém que sofria.

Foi vítima de incompreensão. Foi apedrejada por mãos que muito lhe deviam. Disse-nos ela certa vez: “Fulana me maltratou, porquê?” Respondemos: “Talvez inveja.” Sorrindo, retrucou: “de uma pobretana como eu?” Respondemos agora: “Sim, inveja de sua bondade. Inveja do seu desprendimento, de seu altruísmo. Inveja por se julgarem incapazes de fazer aquilo que essa senhora fazia!”

Ao vermos Ladomila no leito de agonia, abatida, alquebrada, contando os minutos finais, lembramo-nos de seu espírito irônico e sarcástico às vezes. Recordamo-nos de uma passagem muito interessante: Uma sua amiga comprou determinada mercadoria e negou-se a pagar à vendedora. Passado algum tempo a credora pediu àquela senhora uma Santa Visitadora para ir à sua casa.

Terminada a novena, negou-se a entregar a santa. Ladomila, como zeladora das imagens, reclamou a demora da santa em regressar, vindo a saber que a mesma se encontrava presa por dívida. Procurou a credora, pagou os Cr$ 8,00, e trouxe a santa. 

Dias depois, briga ela na igreja, em frente ao altar do Santíssimo com a ex-devedora. Discussão vai, discussão vem, a outra sem argumento disse-lhe: Ladomila, cale esta boca! respeite a Jesus Sacramentado! Ela prontamente retrucou: “Jesus me perdoará, pois tirei sua Mãe da hipoteca!...”

E assim, lúcida, aos 84 anos, cumprindo seus deveres, findou-se Ladomila. Foi uma luz que se apagou, deixando muita gente nas trevas. À volta de seu cadáver, choravam seus pobres, pedindo a Deus que lhe desse no céu aquilo que ela lhes dera na terra!

Disse Coelho Neto: “A morte não é uma destruição, é um lento acabar, um lento sumir. Vai-se o cadáver, mas... o corpo que morre é como um frasco de fina essência que se quebra, deixando o casco, por muito impregnado de aroma, até que o tempo o vai desvanecendo e fica somente a saudade, que é a memória do coração.”

RUA DONA LADOMINA ITAÚNA MG
Fotografia original publicada no jornal, integrando a biografia.

Rua Dona Ladomila - Itaúna/MG CEP 35680-365

Referências:

Organização, pesquisa e arte: Charles Aquino

Texto biográfico: Stella Máximo

Imagem: Reconstituição visual ilustrativa gerada por Inteligência Artificial, inspirada na biografia de Dona Ladomila. A imagem não corresponde a um registro histórico, tratando-se de uma interpretação artística que busca evocar traços de sua trajetória, sua atuação junto aos mais necessitados, sua religiosidade e sua presença marcante na vida social de Itaúna.

Fonte Impressa: Jornal Folha do Oeste, Itaúna, 22 de Abril de 1956. Direção Sebastião Nogueira Gomide.

Prefeitura Municipal de Itaúna e Câmara Municipal de Itaúna/MG.

Rua Dona Ladomila - Belveder e Cerqueira Lima, CEP:35680-365 (Lei 1343/76) 

Obs.: No texto original do jornal da Folha do Oeste, Dona Ladomila é identificada como Ladomila de Castro Nogueira, filha de Zacarias Ribeiro de Camargos e Ana de Castro, tendo se casado com Joaquim Gonçalves de Freitas Sobrinho.

Entretanto, no trabalho genealógico de Edward Rodrigues da Silva, são apresentadas informações divergentes, posteriormente incorporadas à presente biografia. Nessa leitura, a personagem passa a ser identificada como Ladomila Nogueira de Castro, filha de Zacarias Ribeiro de Camargos e Ana Carolina Nogueira de Castro, tendo se casado com Joaquim Gonçalves de Faria Sobrinho.  Disponível em: https://www.asbrap.org.br/revista/artigos/rev20_art16.pdf

quinta-feira, 14 de maio de 2026

CHICO MORAIS

Avenida Chico Morais - Itaúna/MG 35680-562

Avenida Chico Morais - Itaúna/MG CEP: 35690-562

A história de Itaúna também se constrói a partir de trajetórias individuais que, pela força de sua presença comunitária, ultrapassam o âmbito privado e passam a integrar a memória coletiva da cidade.

Entre esses personagens, destaca-se Chico Morais, cuja vida, marcada pela religiosidade, pelo espírito comunitário e pela atuação social, foi posteriormente reconhecida pelo poder público municipal.

A memória de Francisco Gomes de Morais foi formalmente institucionalizada no início da década de 1990. Em 20 de março de 1991, por iniciativa do vereador João Viana da Fonseca, foi apresentado o Projeto de Lei nº 40/91, que propunha a denominação de um logradouro público em sua homenagem.

A proposta foi aprovada, dando origem à Lei nº 2506/91, que oficializou a denominação da via como Avenida Chico Morais, situada, à época, no trecho que se estendia do bairro Garcias até a praça do povoado de Campos, no município de Itaúna. 

Trata-se de um exemplo claro de como o espaço urbano se torna também um espaço de memória, incorporando nomes que expressam valores reconhecidos pela comunidade.

A seguir, apresenta-se a transcrição do documento que fundamentou essa homenagem, preservando sua redação original. Trata-se do texto apresentado pelo vereador João Viana da Fonseca no âmbito do Projeto de Lei nº 40/91 na Câmara |Municipal de Itaúna/MG.

 

CHICO MORAIS - (12/11/1886 / 27/10/1963)

Francisco Gomes de Morais nasceu em 12 de novembro de 1886, em Rio Manso, MG. Era filho de Antônio Justiniano de Morais e Macrina Gomes de Morais.

Ainda quando criança, morando em Rio Manso, já se dedicava aos cultos religiosos, onde praticava os atos de “Coroinha” do padre Cesário, com o qual morava.

Mudando a família para o povoado de “Campos”, o mesmo também aconteceu com o focalizado.

Conhecendo Maria Antônia de Jesus, do povoado dos “Lopes”, em 10/09/1908, com a mesma contraiu matrimônio, de cuja união nasceram treze (13) filhos.

Ele foi um homem que se dedicou muito às coisas boas da vida. Era bastante alegre, gostava de música, de um jogo de truco, de missas, etc.

Não deixava passar um ano sem que fossem celebradas duas missas em sua casa, uma para a preparação para a Quaresma e a outra, a missa de Páscoa. Era um grande gosto seu, pois nessas épocas havia confissões e comunhões para todos os moradores da região.

Quando da época das “Missões”, sua casa servia de hospedagem para os padres e ponto de reuniões para os cristãos.

Era bastante caridoso, socorrendo várias pessoas menos afortunadas, prestando-lhes inclusive apoio moral e religioso. Sua casa não fechava portas a pobres e desvalidos, dando-lhes abrigo, alimentação, etc.

Exercia a função de inspetor escolar na escola dos “Lopes”, onde prezava pela educação das crianças. Todos os seus familiares o consideravam como um amigo, onde buscavam apoio para os momentos difíceis da vida.

Quando da Segunda Guerra Mundial, viu um de seus filhos ser convocado para combater em campos italianos, tristeza que invadiu seu lar, mas que, com o passar do tempo, foi superada com a alegria de seu retorno.

Como não podia deixar de ser, tinha suas preferências por candidatos políticos, nos quais toda a sua família depositava seus votos. Sua casa era bastante frequentada por pessoas da sociedade da época.

O Padre José Ferreira Neto foi a pessoa que celebrou as “Bodas de Ouro” do casamento do focalizado, que, junto com toda a sua família, o comemorou.

Mas, já com 77 anos, bem vividos, em outubro de 1963 começou seus sofrimentos, vindo a falecer. Deixou um caminho de bondade, amizade e, principalmente, de exemplo para seus filhos e familiares, de quanto um homem, embora rude, de pouca instrução, pode semear em campos férteis.

 

A trajetória de Francisco Gomes de Morais permite compreender aspectos centrais da organização social do meio rural mineiro ao longo do século XX. Sua vida revela a articulação entre religiosidade, sociabilidade e autoridade local, elementos que estruturavam o cotidiano de comunidades afastadas dos grandes centros urbanos.

A forte presença da religião em sua vida não se restringia à devoção pessoal. Ao sediar celebrações religiosas em sua própria residência, Francisco transformava o espaço doméstico em extensão da vida comunitária, assumindo uma função que, em muitos contextos, supria a ausência de estruturas eclesiásticas permanentes. Sua casa, nesse sentido, operava como centro de encontro, devoção e organização social.

A menção ao Padre José Neto, responsável pela celebração das bodas de ouro do casal, reforça sua inserção em redes institucionais da Igreja e evidencia seu reconhecimento social. A celebração, acompanhada pela família e pela comunidade, indica não apenas longevidade conjugal, mas também prestígio simbólico acumulado ao longo da vida.

A prática da caridade, amplamente destacada no documento, também deve ser compreendida para além do gesto individual. Em sociedades rurais, ações como acolher necessitados e oferecer apoio material e moral contribuíam para a construção de prestígio e autoridade simbólica, reforçando laços de reciprocidade e reconhecimento coletivo.

Sua atuação como inspetor escolar indica ainda um papel relevante na mediação entre comunidade e educação formal, evidenciando a importância de lideranças locais na difusão de valores e no acompanhamento da formação das novas gerações.

Outro aspecto significativo é a presença de elementos de sociabilidade cotidiana, como a música, os jogos e as reuniões que revelam uma vida comunitária dinâmica, baseada na convivência e na interação constante entre os moradores.

A experiência da Segunda Guerra Mundial, ainda que vivida de forma indireta, demonstra como eventos globais impactavam o cotidiano de famílias no interior, conectando o local ao cenário internacional.

A denominação da Avenida Chico Morais em Itaúna/MG não apenas identifica um espaço urbano, mas materializa uma escolha: a de preservar, no cotidiano da cidade, a lembrança de uma trajetória que marcou sua comunidade.

Mais do que um ato administrativo, a nomeação de logradouros públicos constitui uma forma de inscrição da história no espaço urbano, na qual indivíduos e suas experiências passam a integrar a paisagem da cidade como referências simbólicas.

Nesse sentido, Francisco Gomes de Morais (Chico Morais) permanece não apenas como figura do passado, mas como presença contínua na memória itaunense, inscrita literalmente, nos caminhos percorridos por seus habitantes.

Por fim, a própria construção dessa biografia, posteriormente incorporada ao espaço urbano por meio da denominação de uma avenida, revela um processo de elaboração da memória. 

Não se trata apenas de registrar uma vida, mas de afirmar valores considerados exemplares,  religiosidade, solidariedade e liderança como dignos de permanência no imaginário coletivo.

Avenida Chico Morais - Itaúna/MG 35680-562

Avenida Chico Morais - Garcias - Itaúna/MG - 35680-562


Referências:

Organização, arte e pesquisa: Charles Galvão de Aquino – Historiador Registro nº 343/MG

Fonte:

CMI – Câmara Municipal de Itaúna - Projeto de Lei nº 40/91 – Lei nº 2506/91

Vereador João Viana da Fonseca -  Itaúna/MG

Imagem:

Reconstituição visual ilustrativa gerada por Inteligência Artificial, inspirada na biografia de Francisco Gomes de Morais, apresentada em 1991 pelo vereador João Viana da Fonseca durante a tramitação do Projeto de Lei nº 40/91, que deu origem à Lei nº 2506/91 para denominação de logradouro público em Itaúna.

A imagem não corresponde a um registro histórico, mas sim a uma interpretação artística que busca evocar o contexto social do personagem, sua atuação comunitária, sua religiosidade, seu papel como referência local e sua ligação com a comunidade itaunense, elementos que fundamentaram a homenagem que nomeou a Avenida Chico Morais.  

quarta-feira, 18 de março de 2026

COZINHO SANTANENSE


 Jacob Marra da Silva (“Cozinho”): vida, trabalho e devoção em Santanense

 

Jacob Marra da Silva, popularmente conhecido como “Cozinho”, nasceu em 3 de outubro de 1905 e faleceu em 30 de agosto de 1984. Sua trajetória esteve profundamente ligada à vida comunitária, religiosa e social da cidade de Itaúna, Minas Gerais, especialmente no bairro Santanense.

Casado com Josina Marra, Jacob constituiu uma família numerosa. O casal teve quatorze filhos, embora apenas três tenham sobrevivido, além de um filho adotivo criado pelo casal. 

Entre os filhos mencionados nos registros estão Maria Helena Marra, Maria Aparecida Marra Ribeiro, Geraldo Marra e João Pinto, este último adotivo. A vida familiar de Jacob foi marcada por perdas significativas, mas também por forte espírito de fé e perseverança.

Jacob Marra trabalhou na Companhia de Tecidos Santanense, importante indústria têxtil que marcou o desenvolvimento econômico e urbano de Itaúna ao longo do século XX. Iniciou sua trajetória como empregado da fábrica e, ao longo do tempo, alcançou a função de encarregado de seção, posição que demonstra reconhecimento e confiança em seu trabalho.

A presença da Companhia de Tecidos Santanense foi fundamental para a formação social do bairro Santanense, reunindo trabalhadores, famílias e redes de sociabilidade que moldaram a vida cotidiana da comunidade.

Além de sua atividade profissional, Jacob Marra destacou-se pela intensa participação na vida religiosa local. Durante muitos anos atuou como sacristão da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Santanense.

Também foi confrade vicentino por cerca de cinquenta anos, participando da Sociedade de São Vicente de Paulo, organização católica dedicada à assistência aos necessitados e à prática da caridade.

Segundo os documentos, Jacob Marra era figura conhecida nas manifestações religiosas da comunidade. Nas procissões, frequentemente conduzia a cruz à frente do cortejo, demonstrando sua dedicação à fé. Também participava da organização dos cortejos fúnebres, ajudando a conduzir orações e acompanhar a comunidade até o cemitério.

As informações aqui apresentadas baseiam-se na biografia redigida por Antônio Augusto Fonseca, então Presidente da Câmara Municipal de Itaúna, no contexto da tramitação do Projeto de Lei nº 95/87, apresentado em 14 de outubro de 1987. A proposta tinha como objetivo denominar um logradouro público em homenagem a Jacob Marra.

O projeto foi aprovado pelo Legislativo municipal e sancionado por meio da Lei nº 2076/87, que oficializou a denominação da Praça Jacob Marra, localizada na confluência das ruas das Camélias e das Rosas com a Avenida Manoel da Custódia, no bairro São Geraldo, em Itaúna/MG.

Na justificativa do projeto, destacou-se que Jacob Marra era lembrado pela comunidade como um homem simples, humilde e dedicado ao próximo, cuja vida foi marcada pelo trabalho, pela fé e pela participação ativa na vida comunitária.

A trajetória de Jacob Marra da Silva representa um exemplo significativo da vida social em cidades mineiras no século XX, especialmente em contextos marcados pela presença da indústria têxtil e pela forte influência da religiosidade católica na organização da vida cotidiana.

Trabalhador industrial, agente ativo da vida religiosa e participante das redes de solidariedade comunitária, Jacob Marra tornou-se uma figura respeitada em sua comunidade. A denominação de uma praça em sua homenagem constitui, portanto, uma forma de preservar sua memória e reconhecer sua contribuição para a vida social e religiosa de Itaúna. 


Referências:

Pesquisa, elaboração e arte:

Charles Aquino – Historiador  Registro nº 343/MG

Fonte:

CMI – Câmara Municipal de Itaúna - Projeto de Lei nº 95/87 – Lei nº 2076/87

Biografia apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal de Itaúna, Antônio Augusto Fonseca, em 14 de outubro de 1987, por ocasião da proposta de denominação da Praça Jacob Marra, localizada no bairro São Geraldo, em Itaúna/MG.

Texto biográfico elaborado a partir da documentação legislativa preservada no arquivo da Câmara Municipal de Itaúna.

Imagem:

Reconstituição visual ilustrativa gerada por Inteligência Artificial, inspirada na biografia de Jacob Marra da Silva (“Cozinho”), apresentada em 1987 por Antônio Augusto Fonseca durante a tramitação do Projeto de Lei nº 95/87 para denominação de logradouro público em Itaúna.

A imagem não corresponde a um registro histórico, mas sim a uma interpretação artística que busca evocar o contexto social do personagem, sua atuação como trabalhador da Companhia de Tecidos Santanense, sua religiosidade e sua ligação com a comunidade itaunense.