sexta-feira, 11 de maio de 2018

GUIMARÃES ROSA

Lei Municipal 1244/75 - CEP: 35680-107
Denomina logradouro público: Rua Guimarães Rosa - Bairro Irmãos Auler

 O povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Denominar-se-á “Bairro Auler” o atual loteamento de Irmãos Auler, Ltda.
Art. 2º - As ruas atualmente somente numeradas do loteamento Irmãos Auler, Ltda, terão as seguintes denominações:
Rua Guimarães Rosa -  A atual Rua 1, que tem seu início na Rua 12 e termina na Rua 2.

Sala das Sessões, em 24 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira> Vereador

A Comissão de Justiça e Redação
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Nomeio relator o vereador Nelson Ferreira da Silva
Assinado> Joaquim Antônio Diniz

O projeto merece aprovação em primeira discussão
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Waldemar Gonçalves de Sousa>Relator
Geraldo Alves Parreira>Presidente Comissão
Luiz de Oliveira Guimarães>Membro

Aprovado em 1ª discussão
Sala das Sessões em 26/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

Aprovado em 2º discussão
27/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

A Comissão da Justiça e redação é pela aprovação com a redação primitiva do Substitutivo, incorporadas as emendas aprovadas.
Salas das Sessões, em 28/11/1975
Joaquim Antônio Diniz>Membro
Valdir Corradi>Vereador

Aprovado em 3º discussão
Ao Sr. Prefeito Municipal.
Sala das Sessões, em 28/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

 

JUSTIFICATIVA
João Guimarães Rosa
Conhecido por Guimarães Rosa, nasceu em Cordisburgo, Estado de Minas Gerais, em 27 de junho de 1908. Formou-se em medicina e por volta de 1931, ainda jovem, residindo em Itaguara, começou seus laços de verdadeira amizade com nossa terra.
Em algum tempo começou a dedicar grande tempo a escrever e conseguiu acumular através dos anos um grande talento. Como escritor, ficou famoso no Brasil e Europa. Em alguns de seus livros destacou seu afeto por Itaúna.
Como médico, sempre desempenhou sua profissão com amor e desprendimento, atendendo sempre a qualquer hora, saindo de casa em qualquer condução, até mesmo a pé.
Na capa da Revista Bel Contos, mostra Guimarães Rosa montado em um burro. Suas obras foram editadas em vários idiomas e fazem parte da Academia Brasileira de Letras.
Poderíamos citar algumas de suas obras por exemplo: Noites do Sertão, Sagarana, Primeiras Histórias, Ave Palavra, Rosa Seleta, Tutamélia, Duelo e muitos outros.
Mais o Brasil, no dia 12 de julho de 1967, foi surpreendido com a morte do famoso escritor. Fazia apenas dois dias que seu nome fora colocado na Academia Brasileira de Letras.
O Governo do Estado de Minas Gerais decretou Utilidade Pública, a casa onde João Guimarães Rosa nasceu e ali instalou um Museu em homenagem póstuma ao famoso escritor.
Itaúna também rendeu homenagens póstumas, concedendo uma láurea ao famoso escritor.   

Itaúna 18 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira
Vereador



REFERÊNCIAS:
ACERVO E PROJETOS DE LEIS DOS LOGRADOUROS: Câmara Municipal de Itaúna.
PESQUISA E ORGANIZAÇÃO: Charles Aquino
FOTOGRAFIA: Charles Aquino
ACERVO: Rede Social

MACHADO DE ASSIS

Lei Municipal 1244/75 - CEP: 35680-099
Denomina logradouro público: Rua Machado de Assis - Bairro Irmãos Auler

O povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Denominar-se-á “Bairro Auler” o atual loteamento de Irmãos Auler, Ltda.
Art. 2º - As ruas atualmente somente numeradas do loteamento Irmãos Auler, Ltda, terão as seguintes denominações:
Rua Machado de Assis -  A atual Rua 10, que tem seu início na Rua 1 e termina na Rua 2.
 Sala das Sessões, em 24 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira> Vereador

 A Comissão de Justiça e Redação
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Nomeio relator o vereador Nelson Ferreira da Silva
Assinado> Joaquim Antônio Diniz

O projeto merece aprovação em primeira discussão
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Waldemar Gonçalves de Sousa>Relator
Geraldo Alves Parreira>Presidente Comissão
Luiz de Oliveira Guimarães>Membro

Aprovado em 1ª discussão
Sala das Sessões em 26/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

Aprovado em 2º discussão
27/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

A Comissão da Justiça e redação é pela aprovação com a redação primitiva do Substitutivo, incorporadas as emendas aprovadas.
Salas das Sessões, em 28/11/1975
Joaquim Antônio Diniz>Membro
Valdir Corradi>Vereador

Aprovado em 3º discussão
Ao Sr. Prefeito Municipal.
Sala das Sessões, em 28/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara
  
  JUSTIFICATIVA
Joaquim Maria Machado de Assis. Seu verdadeiro nome, mais fora conhecido por Machado de Assis. Nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839.
De origem humilde, desprovido de qualquer conforto, iniciou sua luta pela sobrevivência muito cedo, empregando-se numa tipografia. Mas devido sua vontade de vencer, demonstrou uma tendência surpreendentemente para a literatura, tendência esta que lhe proporcionaria a invulgar cultura que conseguiu acumular através dos anos.
Começou a colaborar com os principais jornais da época. Em 1864, publicou seu primeiro livro – intitulado Crisálidas. Surgiu como poeta romântico, mais seus versos revelavam um autor reflexivo, bem diferente dos poetas de então.
Em 1870 publicou Falenas; 1875 publicou Americanas e em 1901 aparece o livro Poesias Completas. Machado de Assis conseguiu o sucesso e sua luta foi dura. Além de pobre, ainda era gago e epilético. Mais a tudo conseguiu vencer e sobrepor-se tornando sua presença obrigatória entre os nomes mais cultos que se reuniam na capital do Brasil.
Seus contos possuem enredos deliciosos e a comunicabilidade de seus personagens, saíram de sua pena maravilhosa -  contos, poesias, romances, crônicas, dramas e comédias.
Foi um dos primeiros fundadores da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, e seu primeiro presidente.
Seus principais livros:
Histórias da Meia Noite, A Mãe e a Luva, Quincas Borba, memórias Póstumas de Brás Cubas, Os Deuses de Casaca, Isaú e Jacó e muitos outros.
No teatro -  o protocolo, Tú, Só Tú, Puro Amor, Quase Ministro e muitos outros.
Cercado de amigos, faleceu no Rio de Janeiro em 29 de setembro de 1908, deixando um vasto campo literário para todos brasileiros.

Itaúna 18 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira
Vereador
Machado de Assis



REFERÊNCIAS:


ACERVO E PROJETOS DE LEIS DOS LOGRADOUROS: Câmara Municipal de Itaúna.

PESQUISA E ORGANIZAÇÃO: Charles Aquino
FOTOGRAFIA: Charles Aquino
ACERVO:  Rede Social

sexta-feira, 27 de abril de 2018

LADÁRIO RODRIGUES SILVA

Lei Municipal 0842/67 - CEP: 35680-174
Denomina logradouro público:   Rua Ladário Rodrigues Silva / Bairro de Lourdes


O povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Denominar-se-á Ladário Rodrigues da Silva a atual Rua Jacuí, situada no Bairro de Lourdes, nesta cidade de Itaúna.
Art. 2º Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Sala das Sessões, em 20 de setembro de 1967

Vereador Antônio José Pereira
À Comissão de Finanças, Legislação e Justiça.
Sala das Sessões, em 20 de setembro de 1967
Dr. Guaracy de Castro Nogueira — Presidente

Somos pela aprovação em primeira discussão.
Sala das Sessões, 29 de setembro de 1967
Meroveu Pereira Camargos
Manoel Gonçalves de Sousa
Aprovado em 1º discussão
02 de outubro de 1967
A Comissão de Redação

A Comissão é pela aprovação do projeto com a redação original.
Sala das Sessões, em 3 de outubro de 1967
Antônio José Pereira
Aprovado
Ao Senhor Prefeito
03 de outubro de 1967.



LADÁRIO RODRIGUES DA SILVA

Ladário Rodrigues da Silva, nascido em Itaúna, em 23-ABR-1932, filho de João Rodrigues da Silva e Maria Amélia da Conceição, neto paterno de Enok José da Silva e Maria José Rodrigues, neto materno de Miguel Pereira da Silveira e Amélia Augusta de Faria.


Casado em 18 de abril de 1959 com Elisa Tarabal Coutinho, nascida em 29 de maio de 1938, filha de Moacir Guerra Coutinho e Arina Tarabal, neta paterna de José Alves Coutinho e Elisa Guerra. Pai de Marina Coutinho Rodrigues, casada com Huascar Gomide Soares, pais Andressa Rodrigues Gomide, e de Fernanda Rodrigues Gomide, casada com Eros, estes pais de Clara. Ladário faleceu em 6 de maio 1962, com 30 anos, após um acidente com o ônibus no qual estava regressando de Pará de Minas, onde fora assistir uma partida de futebol.

O ônibus foi colhido por uma locomotiva, no cruzamento próximo ao Hospital de Itaúna, Ladário ainda foi andando para o Hospital, o que a polícia não devia ter permitido, o que provocou sua morte, pois no impacto sua costela havia quebrado e na locomoção perfurou o pulmão, provocando sua morte. No mesmo dia sua irmã mais velha de nome Neide, que morava em Divinópolis e estava doente também faleceu e foram sepultados lado a lado do irmão Nelson, que havia falecido poucos meses antes.

Sua filha Marina, que ficou com um ano na época de sua morte escreveu em sua homenagem: "FUI BUSCAR NO TEMPO OS FATOS E A PERSONALIDADE DE UM HOMEM QUE VIVEU SOMENTE TRINTA ANOS, MAS QUE DEIXOU MARCAS INDELÉVEIS EM MUITOS CORAÇÕES".


Formado como Técnico em Contabilidade, no Ginásio Santana, trabalhou no escritório da Cia de Tecidos Santanense, onde começou a namorar Elisa Tarabal Coutinho.


Trabalhou na Cia de Tecidos Itaunense. Trabalhou no laboratório da Siderúrgica Itaunense, onde adotou uma técnica de queimar tijolos e telhas aproveitando o gás do alto forno e montou uma olaria nos fundos da empresa, às margens do rio São João, com grande sucesso.

Sua vocação era Farmácia, trabalhou durante muito tempo na Farmácia Brasil, de propriedade do Dirceu Alves de Souza, depois na Farmácia Nogueira, do Alfredo Alves de Souza, e por fim montou sua própria farmácia, a Farmácia São Jorge, na Rua Antônio de Matos.



Era muito inteligente, lia e estudava muito, podendo ser comparado a qualquer farmacêutico formado. Era muito humano e generoso, cuidando das pessoas que necessitavam de seus conhecimentos e ajuda. Foi diretor do Clube União, do qual seu irmão Jaime Nogueira Rodrigues era presidente.


FAMÍLIA
Maria Amélia da Conceição e João Rodrigues da Silva são pais de:
Neide Amélia casado com Antenor Ferreira de Melo
Nelson Rodrigues da Silva (Solteiro)
Jaime Nogueira Rodrigues casado com Analita Soares
Albes Rodrigues da Silva casado com Luiza Ferreira
Maria de Lourdes Fonseca casada com Pedro Lourenço da Fonseca
Nialva Rodrigues Penido casada com Newton Penido
Beatriz Amélia de Camargos casada com Mozart Carlos de Camargos
Ladário Rodrigues da Silva casado com Elisa Tarabal
Olga Rodrigues de Queiroz casada com José Moreira de Queiroz
Maria Helena Rodrigues Giarola casada com Waldomiro Giarola
Dalva Rodrigues (Solteira)
Edward Rodrigues da Silva casado com Maria Socorro Rezende Rodrigues
Heli Rodrigues casado com Luiza Lopes

Ladário Rodrigues da Silva


REFERÊNCIAS:
SILVA, Edward Rodrigues da. Arrudas em Minas Gerais – Miguel de Souza Arruda. Revista da ASBRAP: Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia, revista nº 21, SP, 2014, p.712, 718, 724.
PROJETO DE LEI DOS LOGRADOUROS: Câmara e Prefeitura Municipal de Itaúna
COLABORAÇÃO: Patrícia Gonçalves Nogueira
SILVA, Edward Rodrigues da.: Biografia de Ladário Rodrigues da Silva
PESQUISA E ELABORAÇÃO: Charles Galvão de Aquino. Pós-Graduando em História e Cultura no Brasil Contemporâneo - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

PADRE CORNÉLIO

Projeto de Lei 1287/76 - CEP: 35680-324
Denomina logradouro público: Travessa Padre Cornélio / Bairro Graças


“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. ” Isaías 6:8

Na década de 1954, o Monsenhor Hilton Gonçalves de Souza, em seu artigo: “Itaúna e seus Vigários”, resenhou sobre a história religiosa da Paróquia de Sant'Ana e de seus párocos, do período de 1841 até 1943, dizendo que, “graças a Deus, neles, Itaúna sempre teve exemplo de moderação e de virtudes, frequentemente admiráveis” (ACAIACA, 1954). O Monsenhor elencou que, esta história poderia ser dividida em dois períodos distintos – o Antigo e o Novo.
Sobre o “período novo”, segundo nos informa o Monsenhor Hilton, inicia-se a partir do ano de 1924  com Padre Cornélio, sendo o 6º pároco de Itaúna.
Com o Pe. Cornélio Pinto da Fonseca, abre-se um período novo, segundo período. Colocou - o Deus em Itaúna, com a missão de realizar, na Paróquia uma transformação formidável. Cabe-lhe a glória de ter rasgado, aos olhos do povo, um quadro novo, um cenário realista – de mostrar-lhe a religião como alguma coisa séria, que envolve toda a nossa existência e criar, de fato, uma vida cristã, na Paróquia. Por isto mesmo, creio eu, foi o maior de todos os vigários de Itaúna, o que realizou trabalho mais difícil – vencendo preconceitos, destruindo uma mentalidade secularmente errada.  Não vai isto em desdouro dos grandes sacerdotes que lhe seguiram o caminho. Mas foi ele o iniciador e o realizador desta obra admirável.
Vivo, espirituoso, alegre, sabia compreender e amar o povo. Não se enquadrava nos ângulos apertados do rigorismo - mas era cioso dos direitos e dos interesses da Igreja. Fundou associações religiosas, remodelou as existentes, organizou o serviço religioso e criou, em Itaúna, um círculo de admiração e de amizade, que só desaparecerá, quando se extinguirem as gerações que lhe aprenderam exemplo de virtudes e receberam os seus admiráveis ensinamento. (ACAIACA,1954)
No dia 7 de outubro de 1924, chegava em Itaúna o Pe. Cornélio Pinto da Fonseca sendo o coadjutor do Pe. João Ferreira Álvares da Silva, quinto padre da Paróquia de Sant’Anna, o qual, desejava trabalhar na Santa Casa de Itaúna e fazendo um pedido ao Bispado de Belo Horizonte, foi prontamente atendido seu desejo (TOMBO, p.7v). Por carta, o Bispo da capital mineira, anunciava as boas novas a Paróquia de Sant'Ana:
Dom Antônio, dos Santos Cabral. Por mercê de Deus e da Santa Fé Apostólica, Bispo de Belo Horizonte. Aos seus esta Provisão virem, Saudações, Paz e Bênçãos no Senhor.
Fazemos saber que, atendendo nós ao bem espiritual do rebanho que pela Divina Misericórdia, foi confinada à nossa pastoral solicitude e querendo que os fiéis da Paróquia de Itaúna deste nosso Bispado não fiquem privados de pastor que zele de sua eterna salvação: Havemos por bem prover, como pelo presente nossa Provisão, faremos na recuperação de Vigário Encomendado dessa Igreja, com as faculdades ordinárias por tempo de um ano se antes não determinarmos o contrário, ao Pe. Cornélio Pinto da Fonseca, servirá este cargo como convêm ao serviço de Deus e aos bens das almas de seus paroquianos ... (TOMBO, p.7v).
O Pe. Cornélio Pinto da Fonseca, no dia 8 de dezembro de 1924 era nomeado pároco da Paróquia de Sant’Anna de Itaúna e o Pe. João Ferreira Álvares era nomeado capelão da Santa Casa de Itaúna.  Por ocasião desta posse, o Pe. Cornélio elaborou um Inventário da Igreja Matriz de Itaúna que está disponível para pesquisa em: https://itaunaemdecadas.blogspot.com.br/2017/01/velha-matriz-de-itauna.html
No ano de 1926, o Pe. Cornélio fez um “Remodelamento da Matriz”:
A Matriz estava em condições nojentas e miseráveis. Com a graça de Deus e pela reforma completa que sofreu, tomou outro aspecto bem agradável. O telhado onde se alojavam milhares de morcegos foi todo removido e outra vez engessado; as paredes caiadas; as grades que no centro da Matriz formavam uma espécie de V foram suspensas como também 2 púlpitos à altura do côro nas paredes; no assoalho foi aplanado e aí colocados bancos; todas as figuras muito mal pintadas no forro e outros lugares foram cobertas por nova tinta a óleo. A importância deste gasto foi de 6:848$145 - seis contos, oitocentos e quarenta e oito mil e cento e quarenta e cinco réis (TOMBO, p.14).
No dia 5 de junho de 1927, Pe. Cornélio recebia na Igreja da Matriz, o Pe. Rossini Cândido Nogueira, que celebrava sua primeira missa em terra natal, visto que, no dia 29 de maio do mesmo ano, havia recebido as ordens sacras na arquidiocese da capital mineira. Neste dia especial de celebração estavam presentes: o vigário geral do arcebispado, Monsenhor João Rodrigues, o Major Senócrit Nogueira, seu pai adotivo, o advogado dr. Mário Matos e o historiador João Dornas Filho.  Após a missa solene, foi oferecido um “banquete” no salão do Club Itaunense, cujo homenageado foi felicitado e abraçado por todos. (LAR CATHÓLICO, 1927)
Importante registar que, o Pe. Rossini foi criado e educado pelo Major Senócrit Nogueira, sendo uma figura saliente no clero mineiro pelos seus dotes intelectuais. O jovem sacerdote escolheu morada definitiva na cidade de Juiz de Fora.(DORNAS, 1951).      
Ano de 1928, chegava ao fim a passagem de Pe. Cornélio por Itaúna, todavia, mesmo sendo um curto período de apenas quatros anos de intensos trabalhos à frente da paróquia, o sacerdote logrou cumprir muito bem a sua missão.
Início do ano de 1929, o Pe. Cornélio fixava nova residência em Belo Horizonte e atento ao novo chamado de Dom Antônio dos Santos Cabral, o pároco assumia novamente a missão de servir a Deus e ao próximo, tendo como local, a Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Neste mesmo ano, o Jornal “O Paiz”, registra uma manifestação do encontro de católicos, vindo de várias cidades mineiras para a capital, com o objetivo de expressar gratidão ao Presidente do Estado de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. A manifestação teve grandioso e inexcedível brilho, sendo o maior movimento coletivo registrado em Minas. Eis um trecho da reportagem do jornal:
As 16:30 horas realizou-se um corrido Te Deum na praça da Liberdade. A cerimonia sacra foi cantada por grande coro, sob a direção do maestro Justino da Conceição. Tomou parte no grupo um grande número de alunas da professora Branca de Carvalho, docente da Escola Normal de Belo Horizonte. Ao chegar à praça da Liberdade, acompanhando de seus secretários de governo e de altas autoridades, o presidente Antônio Carlos foi recebido pelos Drs. Policarpo Viotti, Álvaro Benício de Paiva e pelo Pe. Cornélio Pinto da Fonseca, que o conduziram à tribuna de honra. (O PAÍZ, 1929).
Grandes obras e desafios Pe. Cornélio Pinto da Fonseca vivenciou e realizou. Ainda como registro de seus trabalhos, na década de 30 fixou nova  residência em São Paulo, tornando-se Frade Carmelita Descalço e vindo a falecer no ano de 1974, uma vez que, sua terra natal, era Cardosos de Pitangui, hoje Conceição do Pará-MG.
No ano de 1976, a Paróquia de Sant’Ana enviou uma carta a Prefeitura informando a importância de homenagear os “vigários que passaram por Itaúna” — o desideratum foi aceito.

Padre Cornélio


REFERÊNCIAS:
FILHO, João Dornas. Itaúna: Contribuição para a história do município, 1936.
Livro do Tombo da Paróquia de Sant’Anna de Itaúna -  15/09/1902 a 31/12/1947.
Revista Acaiaca, 1954.
Itaúna Décadas: Velha Matriz de Itaúna:   https://itaunaemdecadas.blogspot.com.br/2017/01/velha-matriz-de-itauna.html
Diocese de Divinópolis/Minas Gerais. Disponível em: <https://www.diocesedivinopolis.org.br/index.asp?c=padrao&modulo=conteudo&url=5213>.  
 Paróquia Sant’Anna Itaúna. Disponível em:< http://www.paroquiadesantana.com.br/site/index.php>.
Carmelitas Descalças da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. Disponível em: http://www.carmelitasbh.com/historico
PERIÓDICOS:
JORNAL: O PAIS, RJ, 1929, nº 16.248 e 16249, p.2 
JORNAL: LAR CATHOLICO, Juiz de Fora, 1927, nº 28, p.223
ACERVO: Paróquia Sant’Ana de Itaúna - Galeria de Párocos. Disponível em:    http://www.paroquiadesantana.com.br/site/index.php/2015-12-01-14-05-07/galeria-de-parocos
PESQUISA:
Patrícia Gonçalves Nogueira
PROJETO DE LEI DOS LOGRADOUROS: Prefeitura Municipal de Itaúna
PESQUISA TEXTO E ELABORAÇÃO:
Charles Galvão de Aquino. Pós-Graduando em História e Cultura no Brasil Contemporâneo - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).


domingo, 17 de dezembro de 2017

PADRE NILO

Projeto de Lei 59/2017 - CEP: 35680-000
Denomina logradouro público: Rua Padre Nilo / Bairro São Bento Etapa II

A Câmara Municipal de Itaúna, estado de Minas Gerais, decreta:
Art. 1º Denominar-se-á “Rua Padre Nilo” o logradouro público (Rua 01) desta cidade de Itaúna – MG, localizado no Bairro São Bento Etapa II, que tem seu início na Rua 09, passando pelas quadras 10, 11, 12, 13, 14, 15, 08 e 09 e pelas Ruas 06, 10, 02, 03, 04, tendo seu término na Rua 05.

Art. 2º A Administração Pública Municipal providenciará a colocação de placas indicativas, bem como a comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itaúna e a Companhia Energética de Minas Gerais.

Art. 3º As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta de dotações próprias do orçamento vigente do Executivo Municipal.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA

Padre Nilo Caetano Pinto nasceu no Distrito de Antônio dos Santos, em Caeté, Minas Gerais, em 1930. Filho mais velho de Carlito Caetano Pinto e Antônia Luiza Diniz, teve mais seis irmãos. Aos 11 anos de idade perdeu o pai e começou a trabalhar para ajudar em casa, entretanto, sem deixar de lado os estudos, que seguiu até graduar-se em Educação Física na Universidade Federal de Minas Gerais e também é formado ainda em Direito sem nunca ter exercido a profissão.

Em 1958, casou-se com Florescena Diniz Guimarães Pinto. Quando tinha 28 anos constituiu uma grande família de 8 filhos são Liliane Guimarães, Carlos Eduardo Guimarães, Rogério Augusto Guimarães, Adriano José, Gislaine Guimarães, Cristiane Guimarães, Tatiane Guimarães e Letícia Guimarães, 12 netos e 5 bisnetos.

O convite para trabalhar na cidade partiu do Dr. Guaracy de Castro Nogueira, que possuía um amigo em comum com Padre Nilo e lhe chamou para dar aulas de Educação Física na Escola Normal, atual Escola Estadual de Itaúna, onde atuou por 34 anos como professor e diretor, e no Colégio Santa’Ana, por 26 anos.

Paralelo ao trabalho como educador físico, Padre Nilo também participava regularmente das atividades da Igreja Católica. Criado em uma família religiosa, repassou aos filhos a devoção a Jesus Cristo e os seus ensinamentos. Além de ser vicentino, também era ministro da Eucaristia, ministro do Batismo e testemunha qualificada do matrimônio na Pastoral Familiar e na Pastoral Missionária Rural, ações que eram realizadas na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, onde morava.

Após 24 anos de união, em 1982, sua esposa faleceu em decorrência de uma enfermidade. Ainda atuando na igreja, Padre Nilo foi questionado pelo então bispo da época, Dom Cristiano, se ele teria interesse em se casar novamente. Diante da resposta negativa do viúvo, Dom Cristiano o chamou para ser padre.

Achando a decisão difícil, pois já estava com 52 anos e tinha ainda filhos vivendo sob sua responsabilidade, Padre Nilo foi aconselhado por Dom Cristiano a orar para que chegasse a uma resposta. Assim ele fez, e sentiu que era a vontade de Deus aceitar a vocação de ser padre.

Entrou em seguida na Faculdade de Teologia, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC, em Belo Horizonte, onde se preparou durante três anos e seis meses. Mas cumprir os estudos não foi fácil, pois ele ia para a capital mineira diariamente às 5 horas da manhã e retornava às 11h30, para trabalhar à tarde e à noite como professor. Depois de sua aposentaria, em 1990, com 60 anos, foi ordenado padre e recebeu a autorização do Bispo para continuar morando em sua casa até que todos os seus filhos se casassem.

Sua primeira paróquia foi a do Sagrado Coração de Jesus, em Santanense, onde ficou por dois anos; em seguida, a pedido de Dom José Belvino, foi transferido para o bairro Padre Eustáquio, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, por cinco anos. Logo depois, foi chamado pelo Padre Amarildo para ajudá-lo na Paróquia Sant’Ana por outros cinco anos; deixou o Centro por um ano e dez meses para substituir o falecido padre Eli, no bairro de Lourdes, na paróquia Nossa Senhora Aparecida, porém, retornou para a Paróquia Sant’Ana onde exerceu por dezoito anos a função de Vigário Paroquial.

Padre Nilo faleceu com 85anos no dia 11 de março de 2016 no hospital Manoel Gonçalves devido a uma infecção pulmonar. Exerceu sua vocação Sacerdotal por 25 anos. Viveu intensamente e profundamente o Amor a Deus e ofereceu sua vida aos mais necessitados como testemunho de um fiel discípulo missionário de Jesus Cristo. Ele foi um grande ser humano, uma pessoa que tinha muita fé. Sua generosidade, seu coração caridoso deixou marcas profundas nos corações dos procuravam por conselhos, força e orientação.
 Um Sacerdote por amor!


Sala das Sessões, em 25 de abril de 2017
Hudson Bernardes
Vereador




RÉQUIEM PARA O PADRE NILO

Prof. Luiz MASCARENHAS*

ITAÚNA amanheceu mais pobre em seu cenário humano na manhã cinzenta do sábado, dia 12 de março do corrente ano. Partia para a eternidade o nosso tão querido Pe. Nilo.

Dele muito já foi dito e muitos outros escreveram e escreverão muitas lindas mensagens, como linda foi a sua passagem por esta terra.  Deixo aqui, nestes pobres rabiscos, a minha pequena contribuição sobre a Vida deste homem, com quem convivi desde a minha infância.  Cursava eu a antiga 5ª série, no de 1979, há 37 anos – portanto- na Escola Estadual de Itaúna, quando os nossos caminhos se cruzaram a primeira vez.

Lembro-me da calça adidas, com as três listras, a camisa de malha branca, os tênis e um fusquinha que não me lembro bem a cor. Todos os alunos postos em fila na linha vermelha da quadra e em silêncio. Seis horas da manhã. O relógio da Matriz de Sant’ana ecoava por toda a Itaúna a sua primeira badalada. E ele começava sua aula de Educação Física: “o anjo do Senhor anunciou a Maria...” e respondíamos em coro: “e ela concebeu do Espírito Santo” e juntos “Ave Maria...”

Sempre foi um amigo. Sempre. E o foi vida afora. Amigo com o sorriso largo e sincero no rosto, mas também o amigo que sabia dizer não e nos corrigir na caridade para sermos pessoas de bem.

Nilo Caetano Pinto nasceu no distrito de Antônio dos Santos, em Caeté, Minas Gerais, em 24 de março de 1930. Era o filho mais velho de Carlito Caetano Pinto e Antônia Luiza Dinis e teve mais seis irmãos. Órfão de pai aos 11 anos, começou a trabalhar para ajudar em casa, sem deixar de lado os estudos, que seguiu até graduar-se em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Deste tempo de estudos em Belo Horizonte, havia um bom amigo, o Coronel José Lázaro Guimarães e este era casado com dona Eneida Nogueira; irmã do nosso ilustre e saudoso Dr. Guaracy de Castro Nogueira. Foi assim. Uma através de uma indicação do coronel ao Dr. Guaracy que o então Prof. Nilo veio aportar em Itaúna no ano de 1958 (...por aqui, boa gente aportou...como muito bem o cantamos em nosso belo hino municipal...).

Chegou em nossas barrancas já casado com Florescena Diniz Guimarães Pinto e tiveram teve oito filhos, dos quais conheceu 12 netos e um bisneto.

O nosso então Prof. Nilo lecionou na Escola Normal, a Escola Estadual de Itaúna, por 34 anos, como professor e vice-diretor. No Colégio Santa’Ana ficou durante 26 anos. Nilo sempre foi um homem de Fé. Sempre engajado nos movimentos da Igreja. Ajudava com sua Família na Igreja da Piedade e na comunidade Sagrada Família do Bairro Cerqueira Lima, pois residia naquela região; tempos do paroquiato do Pe. Giovanne Van de Laar. Ele e os filhos foram ministros da Eucaristia, da Palavra, do batismo e do matrimônio.

Em 1982, dona Florescena, sua esposa, veio a falecer. Foi, sem dúvida, um grande golpe no coração daquele homem. Porém, Nilo já era um homem que se confiava em Deus.

E aos 52 anos, ainda criando os filhos, resolveu dizer sim ao chamado desse Deus. Aqui existiu a figura de um intercessor da Graça Divina. Era nosso primeiro bispo diocesano – Dom Cristiano Portela de Araújo Penna. O Dom Cristiano o indagou se pretendia casar-se novamente. Nilo respondeu-lhe que não havia essa intenção, dado a beleza e profundidade de seu matrimônio e a fidelidade que compartilharam ao longo de 28 anos.

Assim sendo, encaminhou-lhe Dom Cristiano para a Faculdade de Teologia, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC - em Belo Horizonte. Após três anos e seis meses de dedicados estudos e preparação, foi ordenado padre por Dom José Belvino do Nascimento, aqui em Itaúna no ano de 1990, no Poliesportivo JK.  Aliás, ele e o Pe. José Geraldo Flores, da Igreja da Piedade aqui, foram os primeiros sacerdotes a serem ordenados na diocese por Dom Belvino- hoje bispo emérito.

A primeira paróquia aonde trabalhou o Pe. Nilo foi a do Sagrado Coração de Jesus, em Santanense, onde ficou por dois anos; em seguida, a pedido de Dom José Belvino, foi transferido para o bairro Padre Eustáquio, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, por cinco anos.

Logo depois, foi chamado pelo Pe.  Amarildo para ajudá-lo na Paróquia Sant’Ana por outros cinco anos; deixou-a apenas por um ano e 10 meses para substituir o falecido Pe Heli Lourenço, no bairro de Lourdes, na paróquia Nossa Senhora Aparecida e retornando em definitivo para a Paróquia Sant'Ana.

Um outro amigo itaunense, o Pe. Phillipe Fernandes, disse que o Pe. Nilo foi o padre que ninguém viu envelhecer... E muitos o chamavam de “o homem dos 7 sacramentos”...

Ora, para nós católicos, os sacramentos são sinais visíveis da graça de Deus. São veículos dessa graça. E a maioria dos homens parte deste mundo com 6 sacramentos; pois ou se tem o sacramento do matrimônio ou o da Ordem (que confere o sacerdócio católico).
Pois bem. O nosso mui especial Pe. Nilo partiu daqui na plenitude da graça! Com todos os 7 sacramentos! O último foi-lhe ministrado no leito do hospital, a unção dos enfermos, que o preparou para ir de encontro a Deus. Fica para nós- itaunenses – agora o grande exemplo.

Em meio a tantas crises; eis o exemplo de Padre Nilo para nós. Exemplo de pai, exemplo de padre, exemplo de fidelidade, à Deus, à sua Palavra sobretudo. Enquanto esposo, honrou plenamente seu casamento sendo-lhe fiel até a morte de sua esposa. Enquanto padre, honrou plenamente o seu sacerdócio, sendo-lhe eternamente fiel. 

Enquanto homem, honrou plenamente a espécie humana, sendo humano com os humanos! Homem de profunda espiritualidade e oração, sabia ouvir a Deus no silêncio meditativo de suas orações. Homem de profunda humanidade...sabia e se dispunha sempre em ouvir o outro.

Pe. Nilo o homem do sim! Sim a Deus! Sim ao homem! Ouvia Deus e ouvia o seu semelhante. Sempre. Eis uma de suas grandes dificuldades...dizia sim para todos e para tudo, a ponto de embolar seus compromissos e abarrotar sua agenda de atividades e atendimentos de toda espécie. Desde benzer uma casa a salvar um casamento em crise. Desde dar um conselho a impedir uma grande bobagem.

Pe. Nilo em sua grande simplicidade evangélica. Era de se admirar. Nas missas, logo trocava de lugar com os coroinhas para que eles ficassem perto uns dos outros para seguirem a Palavra no lecionário. Preferia distribuir a comunhão pelos lados da igreja e quase nunca no centro. 

Nunca gostou das pompas litúrgicas. Vestia-se com os paramentos mais simples. Quase nunca usou uma casula (grande vestimenta que se assemelha a uma capa fechada) .... Foi velado numa igreja de bairro (nas Graças) e não na majestosa Matriz de Sant'Ana…e fora um pedido seu- salvo engano.

Tratou de partir em uma noite de sexta, para que tivéssemos parte do sábado para cuidar dos ritos de sua passagem – quando a maioria do Clero está mais livre- e com o domingo para descansar e assim não atrapalhar ninguém de nada, como era bem de seu feitio...

Como esquecer os bolsos cheios de balas para as crianças que ainda não tinham feito a primeira comunhão... adoçadas para sentir a doçura de Deus!

Ah Pe. Nilo! Tínhamos um Cura d’Ars e não sabíamos.... Descanse em Paz meu Pe. Nilo. Recebe agora a coroa da Justiça, a qual o Senhor, Justo Juiz, lhe deu naquele dia!

 Misture sua luz a das estrelas...cintile quando o dia clarear.
Réquiem aeternam dona eis domine, et lux perpetua luceat eis.


*paroquiano de Sant'Ana

Padre Nilo



REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Alexandre Campos
Texto I: Hudson Bernardes
Texto II: Prof. Luiz Mascarenhas
Organização: Charles Aquino
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna