quinta-feira, 2 de novembro de 2017

DR. AUGUSTO GONÇALVES

PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES - ITAÚNA MG
Lei Municipal 0212/53 - CEP 35680-054
Denomina logradouro público: Praça Dr. Augusto Gonçalves / Centro

O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º — Denominar-se-á PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES a atual PRAÇA BENEDITO VALADARES.
Art. 2º — Revogam-se às disposições em contrário

A matéria é de competência da Câmara e mesma opina que deve ser aprovado em 1ª discussão o presente projeto, porque trata-se de um doutor admirado e venerado por todos os itaunenses.

Aníbal Lopes da Silva
Henrique Antunes Vilaça
Ademar Gonçalves de Sousa
Victor Gonçalves de Sousa — Prefeito Municipal


Sala das Sessões, 22 de dezembro de 1953


BRASÃO DO MUNICÍPIO DE ITAÚNA MG

NOMES DA PRAÇA  DE ITAÚNA

O nome primitivo era Largo da Matriz, dado pelos primeiros povoadores segundo a tradição portuguesa, ainda hoje vigorando em Portugal. Nome homologado pelo Conselho Distrital, em 18 de abril de 1892, sob a presidência do dr. Augusto Gonçalves e dos conselheiros capitão Miguel José de Faria e João Antônio da Fonseca.
Em 25 de outubro de 1930, por Portaria nº 159 o prefeito Arthur Contagem Vilaça deu ao antigo, histórico e tradicional Largo da Matriz o nome Praça João Pessoa, em homenagem ao grande líder paraibano.
Pelo Decreto-Lei nº 24 de 28 de outubro de 1938 do prefeito dr. Lincoln Nogueira Machado, o nome da praça é modificado e passa ser denominado Praça Mário Matos, em homenagem ao itaunense Mário Gonçalves de Matos. Ainda no mesmo ano, o nome da praça seria novamente modificado pelo Decreto-Lei nº 29 de 10 de novembro de 1938 passando a chamar-se Praça Benedito Valadares, em homenagem ao interventor do Estado de Minas Gerais, Benedito Valadares, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas
O professor Guaracy de Castro Nogueira informa — quem dá nome a logradouros públicos é o povo, através dos vereadores e do consenso da Câmara Municipal. Só em regimes autoritários é que o Prefeito ou a autoridade executiva dá nomes às coisas.
 Dois nomes de logradouros em Itaúna foram impostos pelo governo ditatorial na década de 30 — Avenida Getúlio Vargas, que era rua e Praça Benedito Valadares, local principal da cidade, que se tornaram nomes dos detentores do poder na época, por força de decretos. Com a queda de Getúlio e Benedito na década de 40, populares arrancaram a placa com nome de Benedito Valadares da praça principal, o qual, não era bem quisto na cidade, cuja a administração de seu governo havia motivado a desoficialização da Escola Normal em 1938.
No ano de 1953 o prefeito Victor Gonçalves de Souza, sanciona a Lei nº 212 do dia 29 de dezembro alterando pela 4ª vez o nome da praça para Praça Dr. Augusto Gonçalves, permanecendo até os dias de hoje.

PRAÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES , ITAÚNA/MG


Augusto Gonçalves de Souza Moreira nasceu no arraial de Santana do São João Acima, aos 29 de julho de 1861, filho de Manoel José de Souza Moreira e sua esposa d. Anna Joaquina de Jesus, originários de Bonfim. Cursou o tradicional Colégio Caraça e graduou-se, em medicina, em janeiro de 1888, pela conceituada Faculdade do Rio de Janeiro. Faleceu em 20 de maio de 1924.
Foi constituinte de 1891, deputado à primeira e segunda Legislaturas Republicanas e prefeito de Itaúna, por cinco mandatos. Sua vida se confunde com a própria existência do município, do qual foi o criador, e, por sua ação, exemplos e ensinamentos, ele se tomou, por consenso unânime de seus concidadãos, a mais exemplar e importante personalidade de toda a nossa história municipal.
A modéstia, a bondade e a obstinação ao cumprimento do dever foram as principais características da fecunda personalidade do dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira. Era ademais, sóbrio, culto, digno, conciliador e exemplarmente honesto. A medicina para ele, competente e caridoso, foi exercida de forma verdadeiramente sacerdotal. Ao longo de 35 anos, com simplicidade e mansidão evangélicas, dia e noite, a todos atendia no consultório de sua residência, que não possuía, sequer água encanada, ou, então, em toda a área rural de Santana e dos municípios próximos, que percorria incessantemente, a cavalo, por difíceis caminhos. Somente uma pré-condição existia: não cobrar ou aceitar pagamento dos pobres, pois tratava-se de compromisso a ser fielmente cumprido, ao longo de toda a sua existência, fato singular e honesto da história do município, transmitido pela tradição oral e confirmado pelo testemunho unânime de seus contemporâneos e de todos aqueles que sobre ele escreveram.
Dr. Augusto, a seu modo, com a sua serenidade. Desambição, fé e energia ghandianas, foi, em realidade, no plano municipal, sem cultivar o radicalismo inadmissível em sua harmônica personalidade, um revolucionário, por sua ação e sua obra, como porta voz das causas mais nobres, trabalhador incansável pela melhoria das condições de vida da população, indutor do progresso, renovador das estruturas sociais, agente e símbolo de luta pela emancipação política, e, finalmente, o criador do município de Itaúna.
A fixação do dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira, no mês de janeiro de 1888, em sua terra natal, após completar sua formação cívica e intelectual, no colégio Caraça e faculdade no Rio de Janeiro se caracteriza como momento decisivo, visto que a sua personalidade baliza os dois períodos básicos em que se divide a história municipal. Em 1887 termina a fase pioneira do povoamento do território e da estruturação do arraial e do distrito de Santana, para dar-se início ao efetivo movimento da criação do município de Itaúna, com o seu despertar para o desenvolvimento harmônico e global.
A esta tarefa, dr. Augusto Gonçalves de Souza Moreira entregou-se, por inteiro, pois, Itaúna, para ele, não seria um trampolim político, tema para estéreis e elitistas discursos e debates de natureza ideológica, mas, sim, o devotamento e a paixão de toda uma existência.

PRÇA DR. AUGUSTO GONÇALVES, ITAÚNA, MG



REFERÊNCIAS:
Pesquisa e Organização: Charles Aquino
Colaboradores: Patrícia Gonçalves Nogueira, Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam) e Miguel Augusto Gonçalves de Souza (In Memoriam).
Acervo: Instituto Cultural Maria Castro Nogueira
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
SOUZA, Miguel Augusto Gonçalves de. História de Itaúna, BH, Ed. Littera Maciel Ltda, 1986, p.101. Vol.1.
Acervo: Brasão da Prefeitura Municipal de Itaúna


domingo, 25 de junho de 2017

VIRGÍLIO CORRADI

Lei Municipal 2193/88 - CEP: 35680-489
Denomina logradouro público: Rua Virgílio Corradi / Bairro Universitário



VIRGÍLIO CORRADI

*19/05/1885 (Itabirito/MG) +13/03/1952 (Itaúna/MG)
Sepultado no Cemitério São José (Cemitério Central de Itaúna)
Túmulo 122 Quadra 01 Ala 05

Filho de Marcelino Corradi e Veroconda Corlaite, sendo o 1º filho do casal, nasceu em Itabirito (MG), onde seus pais fixaram residência no Brasil. Portanto, ficou sendo, como era de costume da época, o irmão mais velho responsável pela família, quando na morte do patriarca ou mesmo em sua família.
Casou-se mais tarde em Itabirito aos 36 anos, porque viu-se na responsabilidade de primeiro casarem-se os irmãos, para depois iniciar a sua família. Da união matrimonial com Rita Evangelista Corradi, nasceram 12 filhos. Vieram para Itaúna com o primeiro filho, junto com seus pais e irmãos já casados, cujo pai, falecera logo depois.
Seu maior ideal era o início de uma nova siderurgia, tal qual a que ele havia ajudado a montar em Itabirito — sabe-se que o 1º Alto Forte de Minas Gerais, talvez do Brasil, foi este construído.  Junto com os irmãos fundaram a Fundição Corradi, sendo que a maior parte do seu capital era da posse de Virgílio Corradi, com o nome de “Irmãos Corradi”.
Ficou com a responsabilidade da mecânica e manutenção da firma montada. Com recursos primários, criava máquinas, tornos mecânicos entre outros em sua produção. Seu ideal foi concretizado na construção do 1º alto-forno em Itaúna, o qual, o projeto, manutenção e produção, ficaram a seu cargo por muitos anos.
Virgílio Corradi era de pouca conversa, tinha muito gosto pela leitura e cuidava da família com exemplo digno.


 VIRGÍLIO CORRADI: Tudo que termina com ”ista”

*Fábio CORRADI
Nos meados da década de 1930, o partido “Ação Integralista Brasileira” estava a todo vapor. Seu representante máximo no Brasil era Plínio Salgado. O movimento integralista tinha adotado algumas características dos movimentos europeus de massa da época, especificamente do fascismo italiano, mas distanciando-se do nazismo porque o próprio Salgado não apoiava o racismo.
Em Itaúna, Dr. Antônio de Lima Coutinho, humanista, médico, um dos maiores líderes itaunenses na época, foi um dos entusiastas da propagação da ideologia do partido. Abraçou a causa com todo vigor. “Deus, pátria, família”, a ideologia máxima do partido. Dr. Coutinho, como era conhecido, foi ao encontro de Virgílio Corradi e como era de seu espírito avassalador, queria convencê-lo a participar do movimento.
Com sua ótima eloquência e grande entusiasmo, explanava a ideologia “fascista tupiniquim” para o Sr. Virgílio: Sr. Virgílio. “Deus, pátria, família”. São os pilares de nossa ideologia. Precisamos manter acesos os valores cristãos dentro de nossa nação. Não vamos deixar que esta sociedade corrupta e devassa acabe com o nosso país. Queremos traçar caminhos justos e assumir as rédeas do nosso governo. Sei que o Senhor descendente direto de italianos, irá apoiar a nossa causa. Na Itália está sendo feito algo parecido com nossa causa e está dando muito certo!
Virgílio fixou o olhar por cima dos óculos no referido doutor, coçou a cabeça e respondeu com seu sotaque de italiano: Dr. Coutinho, tenho muito apreço pela vossa figura...mas. Não posso aceitar convite do senhor.
Preste atenção. Tudo que termina com ”ista”, para mim não serve. Comunista, fascista, anarquista, socialista...agora vêm os integralistas. Isto não vai dar certo!
Para encurtar o caso. Após a instauração do Estado Novo, efetivado em 10 de novembro de 1937 pelo então presidente Getúlio Vargas. O Partido Integralista cai na ilegalidade, foi extinto pelo governo. Teve muito itaunense escondendo debaixo da cama com medo de ser preso. E nunca mais se falou ne referido partido! Sr. Virgílio tinha razão.

*Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade Integrada Izabela Hendrix (1988) e mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professor auxiliar I da Universidade de Itaúna - MG.




FAMÍLIA

Virgílio Corradi, casou-se com Rita Evangelista Corradi em Itabirito; tiveram 14 filhos; ele faleceu de “câncer” aos 67 anos em 13/3/1952 em Itaúna à rua XV de Novembro [F.290-L.15-Óbitos-CRC].
FILHOS:
1) Natal Corradi;
2) Angélica Corradi Viana;
3) Virgílio Corradi Júnior;
4) Maria do Carmo Corradi;
5) Tereza Corradi;
6) Lídia Corradi;
7) Hélia Corradi;
8) Sônia Corradi;
9) Norberto Corradi;
10) Elza Corradi; (faleceu de forma prematura)
11) Mário Corradi;
12) Elza Corradi; (teve o nome da irmã falecida)
13) Ítalo Corradi (adotado)

Virgílio Corradi





CÂMARA MUNICIPAL DE ITAÚNA
ESTADO DE MINAS GERAIS


Projeto de Lei Nº 62/88   
Lei Municipal nº 2.193    
Em: 22/12/88


Assunto: Denomina logradouro público a RUA VIRGÍLIO CORRADI

AUTORIA: Vereador José Simonini Filho

VOTAÇÃO:
1ª Discussão na sessão de 16/12/1988
2ª Discussão na sessão de 16/12/1988
3ª Discussão na sessão de 16/12/1988



JUSTIFICATIVA
A denominação de logradouro público que ora propomos vem de encontro aos desejos do povo itaunense, que é o de conservar sempre viva a memória daqueles que prestaram relevantes serviços à comunidade.
Virgílio Corradi foi um desses itaunenses por adoção, que com o seu trabalho, dedicação e amor a terra que o acolheu, deixou aqui plantada a semente da industrialização do minério de ferro.
Por suas mãos projetou, construiu e manteve o 1º alto-forno em Itaúna e produziu riquezas para nossa terra. Com o seu trabalho e inteligência rara, fundou em Itaúna a 1ª Fundição, a “Irmãos Corradi” e hoje, sem dúvida, a maior delas em nosso município, denominada Fundição Corradi.
Foi seu primeiro diretor responsável pela mecânica e manutenção da empresa, o qual, construiu máquinas e tornos mecânicos que até bem pouco tempo ainda estavam em atividade.
Por estas e outras razões, que deixo aqui a presente proposição e que tenho certeza, merecerá desta edilidade a costumeira atenção.
Sala das Sessões, em 23 de junho de 1988
José Simonini Filho – Vereador


PROJETO DE LEI Nº 62/88
Denomina logradouro público.

O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte lei:
Art. 1º - Denominar-se-á AV.VIRGÍLIO CORRADI, o logradouro público localizado no Bairro Belveder, Zona 05, que tem seu início na Av. Dr. Milton Penido, passando pelas Quadras 12, 13, 09 e 16 e terminando em terrenos de propriedade da Cia. Tecidos Santanense.
Art. 2º -  A Prefeitura Municipal de Itaúna providenciará a colocação de placas indicativas, bem como a comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Art. 3º -  Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Sala das Sessões, em 23 de julho de 1988
José Simonini Filho – Vereador


EMENDA MODIFICADA AO PROJETO DE LEI Nº62/88
O art. 1º do Projeto de Lei nº 62/88, passa a ter a seguinte redação:
“Art. 1º: Denominar-se-á RUA VIRGÍLIO CORRADI, o logradouro público que tem seu início em terrenos de propriedade da Cooperativa dos Produtores Rurais de Itaúna Ltda., que margeando a Rod. MG 050, passa pela Área Institucional e pelas quadras 29, 31, 33 e termina na Rod. MG 431, localizado no bairro Universitário, Zona 06”
Sala das Sessões, em 5 de dezembro de 1988
José Simonini Filho – Vereador


A COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
Nomeio relator o nobre vereador José Coelho Neto - Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988.
Antônio José Ferreira
Presidente da Comissão de Justiça e Redação

Declaro o nobre vereador relator que a presente Emenda Modificativa está em conformidade com a legislação vigente no país, opinião esta corroborada pelos demais membros. Compete a esta Casa a sua apreciação.
Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988
José Coelho Neto
Relator


A COMISSÃO DE FINANÇAS E ORÇAMENTO
Nomeio relator o nobre vereador Milton Nogueira de Oliveira - Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988.
Newton Penido
 Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento.

A Comissão de Finanças e Orçamento está de pleno acordo com a presente Emenda Modificativa ao projeto de Lei nº 62/88. Somos pela sua apreciação.
Sala das Sessões, em 8 de dezembro de 1988
Milton Nogueira de Oliveira - Relator
Newton Penido - Presidente da Comissão
João José Joaquim de Oliveira – Membro da Comissão

Aprovado em 1ª Discussão – Sala das Sessões em: 16/12/1988
Aprovado em 2ª Discussão – Comissão de redação em: 16/12/1988


A COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO
Nomeio relator o nobre vereador José Coelho Neto - Sala das Sessões, em 16 de dezembro de 1988.
Antônio José Ferreira
Presidente da Comissão de Justiça e Redação

A Comissão de Justiça e Redação nada tem a modificar na redação original do presente projeto de lei nº 62/88, exceto o art. 1º que deverá ser como modificado pela Emenda apresentada, discutida, votada e aprovada por esta Casa.
Sala das Sessões, em 16 de dezembro de 1988
José Coelho Neto – Relator
Antônio José Ferreira – Presidente da Comissão
Geraldo Magela de Assis Oliveira – Membro da Comissão

Aprovado em 3ª votação -  Sala das Sessões em 16/12/1988




REFERÊNCIAS:
Pesquisa e Fotografia: Charles Aquino e Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização: Charles Aquino
Acervo e Texto/Causo: Fábio Corradi
Biografia: Carta manuscrita pertencente ao Projeto de Lei Municipal 2193/88. PMI
Genealogia da família:  Aureo Nogueira da Silveira e Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
Consulta Requerimento de Sepultamento: Prefeitura Municipal de Itaúna
Equipamentos de trabalho: Câmara Fotográfica: Nikon D5000 (F/5 ISSO-400 / Distância focal 20 a 35 mm / Abertura Máxima do Objeto: 3.8 / Modo Flash: sem flash, auto. Tripé:  Manfrotto (MKC3-HO1)



domingo, 11 de junho de 2017

JAIME FREITAS


Lei Municipal 3943/04 - CEP: 35680-000
Denomina logradouro público: Rua Jaime de Freitas / Bairro Novo Horizonte

Itaúna almeja prestigiar e homenagear “post mortem” um de seus mais queridos e singulares cidadãos, o saudoso Jaime de Freitas nascido na co-irmã Itaguara. 

Ficará de bom tamanho eternizar-lhe o nome em um de seus logradouros. E olhem que se trata de via localizada quase centralmente. Com certeza merecem esta justa homenagem tanto nosso saudoso Jaime de Freitas, como seu respeitável clã.

Filho dos bons e saudosos Ramiro de Freitas e Flora Rosa de Freitas, e irmão do jornalista Antônio de Freitas. Jaime integrava família das mais respeitadas e tradicionais de Itaúna.

Herança maior que nos lega, além de bons exemplos, são seus belos netos e os ótimos e queridos familiares, aqui destacando-se a excelente esposa Raimunda Campos de Freitas — filha dos bons e saudosos Aurélio da Silva Campos e Rita Augusta de Oliveira — destacando-se também os filhos:
Márcio Aurélio de Freitas
Ângelo Antônio de Freitas
Paulo Vicente de Freitas
Jane Miriam Campos de Freitas Lara
Fátima Aparecida Campos de Freitas
Registram-se os genros e noras, gente de valor: Helênio, Herly Magda e Maria José.

Os familiares de Jaime são pessoas muito bem relacionadas e profissionalmente bem-sucedidas, tal se exemplificando com o popular Paulo Vicente de Freitas, dotado de grande inteligência e talento, um dos melhores advogados das Gerais. É o velho ditado: tal pai, tal filho. Sem se esquecer de registrar que também a família da d. Raimunda é gente dotada de notável inteligência, bastando lembrar seu irmão e cidadão de considerável cultura e sabedoria, conhecedor de muitos idiomas (inclusive tradutor da Bíblia direto do hebraico para o português), Padre José da Silva Campos, exímio pregador e doutor em Teologia.

Jaime foi um ITAGUARENSE e ITAUNENSE que dignificou não só seu torrão natal (antiga Conquista), mas sobretudo sua terra do coração, Itaúna, à qual se dedicou e amou por muitas décadas. Sem dúvida, por sua dignidade e por seu viver, eis alguém que merecia o título de CIDADÃO HONORÁRIO DE ITAÚNA.

Dinâmico e batalhador, correto e honesto, foi funcionário público, tendo inclusive trabalhado no JARDIM DE INFÂNCIA ANA CINTRA. Como pai e esposo, filho e chefe de família, foi sempre supera dedicado, apegado e afetuoso como poucos, com os seus parentes, nada aí deixando a desejar, foi exemplar, de todos queridíssimos. Seus filhos eram seu orgulho maior — com toda razão.

Como cidadão e vizinho, como companheiro e amigo, foi sempre presente, carinhoso, tendo granjeado muitas admirações e amizades. Católico, homem de fé. Popular e bem-humorado. Galista de quatro costados, vibrante e fiel, foi sem dúvida homem de virtudes, dando ótimos exemplos para tantos.

Sendo tal era, pessoa de predicados, Jaime fará muita falta entre nós. Nada nem ninguém o substituirá jamais. Com certeza, constitui-se Jaime em pessoa e qualidade. Sua partida, em 2002, aos 82 anos, além de socialmente lesiva, acarretará tristeza e saudades imensuráveis...

É mister com fé e Sabedoria seguir os bons exemplos do inesquecível Jaime. Ele cumpriu sua missão, combateu o bom combate. Ele deixa a imagem de boa-prosa, simpático e comunicativo, tão popular e de tantos queridos.

Esta homenagem vai recheada de afeto e palavras de incentivo e fé. Ele já há de estar fruindo as infinitas delícias celestiais, certamente aprovando o presente ato que enche de júbilo e alegria sua Família.

Com certeza se aprovará à unanimidade este Projeto de justa imortalização do nome de Jaime de Freitas em um de nossas vias — honrosa distinção a essa nobre Família.

Ressalte-se que a via em questão é na região dos bairros Novo Horizonte, Piedade e próxima à Rua Aurélio Campos, renomado e inesquecível sogro de Jaime — numa demonstração de união e grandeza de Família.

Itaúna quer implementar este ato — e o faz.
Itaúna e Família Campos e Família Freitas se entrelaçam fraternalmente!


Sala das Sessões, em 17 de outubro de 2004
Antônio de Miranda Silva / Vereador
Marcos Antônio Alves Penido / Vereador








REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Colaboradores: Ângelo Antônio de Freitas e Herly Chaves de Freitas (in memoriam)
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quinta-feira, 8 de junho de 2017

GIOCONDA CORRADI

RUA GIOCONDA CORRADI, ITAÚNA MG
Lei Municipal 839/67 (Alterada pela Lei 1.343/76) - CEP: 35680-255
Denomina logradouro público: Rua Gioconda Corradi / Bairro Cerqueira Lima

JUSTIFICATIVA

Com o projeto desejamos homenagear a memória de Dona Gioconda Corradi, dama de excelsas virtudes e tronco de uma das mais numerosas e conceituadas famílias do município de Itaúna — Os Corradi.
Tem os seus membros dado o melhor de seus esforços para o progresso de Itaúna, em todos os setores da atividade humana e principalmente indústria.
Sala das Sessões, em 19 de Setembro de 1967 / Vereador Antônio José Pereira

À Comissão de Finanças, Legislação e Justiça. Sala das Sessões, 19 Setembro de 1967.
Dr. Guaracy de Castro Nogueira / Presidente da Câmara Municipal de Itaúna 



RUA GIOCONDA CORRADI, ITAÚNA MG

Família de Dona Gioconda Corradi
HORÁCIO CORRADI (falecido aos 63 anos, 6 meses e 11 dias em 26/8/1950 em Itaúna à rua Antônio de Matos /F.130-L.15-Óbitos-CRC), casado com Santa Josefina Agnetti e tiveram 10 filhos:
F3N1. Elisa Corradi;
F3N2. Marieta, c.c. Abílio Augusto Baeta;
F3N3. Antônio Geraldo Corradi;
F3N4. Irma Corradi Paiva;
F3N5. Horácio Corradi Filho;
F3N6. Helena Paula Corradi;
F3N7. Tilma Corradi, c.c. Irajá Perillo;  
F3N8. Paulo Corradi c.c. Maria do Carmo Pinheiro;
F3N9.  Gioconda Corradi, c.c. o primo Oswaldo Corradi (f. de Hermínio e Amélia);
F3N10. Agostinho Corradi.

REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização: Charles Aquino
Acervo: Fábio Corradi
Genealogia da família:  Aureo Nogueira da Silveira e Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna


quarta-feira, 7 de junho de 2017

PROFESSORA VICENTINA MARQUES

RUA VICENTINA BERNARDES MARQUES, ITAÚNA MG
Projeto de Lei 4718/12 - CEP: 35680-834
Denomina logradouro público: Rua Vicentina Bernardes Marques / Bairro Santa Edwiges II

Dona Vicentina, nascida em Itaúna-MG, viveu parte de sua vida, no bairro de Garcias. Ainda, quando solteira trabalhou na Cia. De Tecidos Santanense e posteriormente foi trabalhar no Grupo Escolar de Garcias. Por ser uma das filhas mais velha da família de seis irmãos, desde cedo teve que trabalhar bastante para ajudar na criação de seus irmãos.
Casou-se com Sr. Lázaro José Marques e teve quatro filhos: Fernando (trabalha na Caixa Econômica Federal), Roberto (trabalha na Receita Estadual), Rosilene (trabalha no Colégio Santana e na Universidade de Itaúna), Rodrigo trabalha como analista de Sistemas em BH). Nessa época, pediu transferência para trabalhar no jardim de Infância “Ana Cintra”, quando de sua mudança para o bairro das Graças.
De família com pessoas dedicadas à vida pública, como seus primos que já foram vereadores, o Sr. João Viana da Fonseca (Vereador por vários mandatos), do Sr. Antônio Augusto da Fonseca (Tunico dos Garcias), e do Sr. Marcos Elias. Gostava muito de acompanhar a vida pública da cidade e do país, fazendo comentários a respeito. Pessoa honrada e trabalhadora, ajudou o Sr. Lázaro, ao longo de sua vida conjugal, com todas as dificuldades que enfrentaram à época, a construir uma residência e ter uma vida simples, mas extremamente honesta.
Esposa, mãe dedicada, trabalhadora e muito religiosa, buscou sempre passar aos seus filhos e as pessoas com que conviveu, a caridade, a bondade e a esperança de lutar sempre para que as coisas pudessem melhorar. Apesar da viuvez aos 58 anos, dedicou-se mais ainda à família e aos netos participando também ativamente da Comunidade do bairro das Graças, no Apostolado de Maria e de todas as manifestações religiosas que ocorriam no bairro, buscando sempre ajudar às pessoas da melhor forma que podia. Faleceu em abril de 2005, aos 70 anos, nos deixando com imensa saudade.


Sala das Sessões, em 30 de outubro de 2012
Márcio José Bernardes
Vereador


DADOS BIOGRÁFICOS:
NOME: Vicentina Bernardes Marques
FILIAÇÃO: Antônio Bernardes da Fonseca e Maria Jacinta Fonseca
NATURALIDADE: Itaúna
NASCIMENTO: 04/11/1934* FALECIMENTO: 26/04/2005+
ESPOSO: Lázaro José Marques
FILHOS: Fernando José Marques, Roberto José Marques, Rosilene Alessandra Marques e Rodrigo José Marques


REFERÊNCIAS:
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Genealogia: Aureo Nogueira da Silveira e  Dr. Alan Penido
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna