quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

ANTÔNIO AUGUSTO DE LIMA COUTINHO

Lei Municipal 1631/82 — CEP: 35681-750
Denomina logradouro público:
Distrito Industrial Antônio Augusto de Lima Coutinho
Fazendinha (Rod. MG-050)

Projeto de Lei nº 07/82 da denominação ao Distrito Industrial de Itaúna.
O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei Municipal nº 1631/82.
Art. 1º — Denominar-se-á Antônio Augusto de Lima Coutinho, Distrito Industrial de Itaúna.
Art. 2º — Revogadas as disposições em contrário, esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação.

Itaúna em 11 de agosto de 1982
Antônio Augusto Fonseca — Vereador


Nomeio relatora a nobre Vereador Elsa Alves Nogueira.
Sala das Sessões, em 13 de setembro de 1982.
Joaquim Antônio Diniz — Presidente da Comissão de Justiça e Redação

O presente projeto de Lei foi elaborado de acordo com as normas legais e é de competência deste legislativo a sua apreciação.
Elza Alves Nogueira — Relatora
Joaquim Alves Nogueira — Presidente da Comissão
Pedro Alberto — Membro

Nomeio relator o nobre Vereador João Viana da Fonseca.
Elza Alves Nogueira — Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento.

Sala das Sessões 20/09/1982

A homenagem que se pretende prestar ao Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho é das mais meritórias. O homenageado era um idealista, sempre propugnando pelas causas que engradeceram Itaúna. Foi Prefeito Municipal, trabalhando pela cidade. Somos pela aprovação do presente projeto de Lei. Sala das Sessões 20/09/1982.

João Viana da Fonseca — Relator
Nelson Bernardes Alves — Membro
Elza Alves Nogueira — Presidente da Comissão
Aprovado em 1ª discussão 28/09/1982
Aprovado em 2ª discussão 28/09/1982

A Comissão de Justiça e Redação é pela aprovação do presente projeto de Lei com a redação original. Sala das sessões, em 30/09/1982.

Joaquim Antônio Diniz — Presidente da Comissão
Elza Alves Nogueira — Secretária
Pedro Alberto — Membro
Aprovado em 3ª discussão 30/09/1982





Dr. ANTÔNIO AUGUSTO DE LIMA COUTINHO
"Humanista, grande médico, homem honrado e caridoso"
 

Dr. COUTINHO, tratado na família como "NICO", nasceu em Ouro Preto no dia 12 de abril de 1898, filho de Pedro Artur de Souza Coutinho e Felicíssima Ricardina Coutinho. Seus avós paternos, Cel. João Batista de Souza Coutinho e dona Francisca de Assis de Azeredo de Sousa Coutinho eram originários de Barão de Cocais.

Seu avô materno Antônio Augusto Pereira Lima, nasceu na Fazenda do Marzagão, em Itabira do Campo (Itabirito), também terra natal de sua avó, dona Anna Josephina França. No ano de 1907, Pedro Artur (Doca), que era funcionário público, transferiu-se com a família para Belo Horizonte, onde o menino Antônio Augusto (nome em homenagem ao avô materno) prosseguiu seus estudos no curso primário com a professora particular Ana Cintra, renomada educadora mineira, sua amiga, enquanto ela viveu, pela troca de correspondência mantida ao longo de muitos anos.

Sempre aplicado e compenetrado, criado em ambiente de alta religiosidade, foi um jovem temente a Deus. No curso secundário, estudou no Colégio D. Viçoso. Com a mudança do Colégio Azevedo para a capital, do velho mestre, seu amigo Caetano de Azeredo Coutinho, terminou seus estudos, os quais lhe permitiram aspirar uma carreira de nível superior e concretizar seus sonhos de juventude. Estudioso, desde cedo aplicou-se no conhecimento do francês, que lhe era familiar. Não saía das bibliotecas onde os melhores livros didáticos estavam escritos nessa língua.

Submeteu-se ao exame de admissão na Faculdade de Medicina de Belo Horizonte, em 1916, onde ingressou, vindo a ser, nos primeiros anos, preparador da Cadeira de Anatomia. No terceiro ano, trabalhou como interno no Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia. Ao término do quarto ano, transferiu-se para a Faculdade da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, como interno no Serviço de Ginecologia, oportunidade em que escreveu um sério trabalho, denominado "Prenhez Ectópica (Tubária).

Formou-se em 1922. Logo foi convidado pelo seu antigo chefe na Faculdade, professor Augusto Brandão, para clinicar na cidade de Campinas (SP), mas recusou o convite, porque esteve em Belo Horizonte, em visita aos seus pais e recebeu de seu tio Agripino Augusto Pereira Lima um convite para trabalhar em Itaúna, onde chegou no dia 18 de janeiro de 1923.

A Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira, inaugurada em 19 de março de 1921, dez dias depois, perdeu seu provedor, Dr. Augusto Gonçalves, vítima de um derrame cerebral, vindo a falecer 20 de maio de 1924.  Dr. COUTINHO ficou morando na casa de seu tio, farmacêutico Agripino Lima. Este o levou a conhecer o renomado médico Dr. Dorinato de Oliveira Lima, que o convidou para ser seu auxiliar, como cirurgião.

Optando pela ginecologia, Dorinato lhe disse não ser inclinado para tal especialidade, pediu-lhe então que examinasse pacientes na enfermaria de mulheres. Paradoxal, Dorinato obteve em Paris seu diploma de pós-graduação justamente em ginecologia e obstetrícia. Dr. COUTINHO, com os recursos disponíveis - dedo, vista e ouvido - examinou algumas e, por um capricho do destino, constatou prenhez tubária em uma delas.

Dorinato espantou-se porque tratava-se de um diagnóstico difícil. Dr. COUTINHO, assumindo o caso, utilizou pela primeira vez em Minas Gerais, a Raquianestesia, injetando no canal medular uma ampola de Percaine, que trouxera do Rio, obtendo êxito completo no tratamento da paciente.

A partir de então, Dr. COUTINHO ganhou a confiança de Dorinato que lhe entregou todos os casos de ginecologia do Hospital. Dorinato, seduzido pela política se transferiu para Belo Horizonte e, como é do conhecimento geral, Dr. COUTINHO, além de clínico geral, assumiu a chefia do setor cirúrgico da Santa Casa.

Fez da Medicina um sacerdócio, dando combate sem quartel à doença, sua inimiga de todas as horas. Perseguia-a onde estivesse, tanto na fazenda como na cidade. Ia ao encalço dela pelas estradas da roça, montado em cavalo ou burro. E as cirurgias sucediam-se, uma atrás da outra, quando para a Santa Casa afluíam doentes de Divinópolis, Cajuru, Pará de Minas, Cláudio, Mateus Leme, Itaguara, Itatiaiuçu, Bonfim e muitos outros lugares.

Em 1931, o jovem João Guimarães Rosa, formado em Medicina, foi residir em Conquista, hoje município de Itaguara, e tornou-se frequentador da Santa Casa de Itaúna e da residência do Dr. COUTINHO. Tornaram-se grandes amigos. Dr. COUTINHO fez o parto de sua filha Vilma. Publicou em 1932 o livro "A Messe de um Decênio", em que relatou passagens dos 10 anos iniciais de sua atividade profissional, leitura que se recomenda a todos que desejarem conhecer o homem e médico que foi.

 Casou-se, em 15 de setembro de 1924, com NAIR CHAVES, de rara beleza, "Miss Itaúna", de tradicionais famílias, descendente dos fundadores do município, distinguida na época com uma serenata de "Catulo da Paixão Cearense", em visita à cidade.

O casal teve dez filhos, sendo que uma menina, primogênita, AUXILIADORA, morreu criança, aos quatro anos. Os outros são: HELÊNIO ENÉAS, falecido, médico, ex-membro da Academia Brasileira de Medicina; RÔMULO AUGUSTO, falecido, foi Secretário de Segurança do Estado de Minas Gerais; JUAREZ CARLOS, falecido, farmacêutico prático; EVANDRO ALBERTO, agrônomo; MARCO ELÍSIO, professor universitário; JAIRO CÉLIO, ex-gerente da extinta Caixa Econômica Estadual, MARIA ÂNGELA, casada com Achilles Ferreira, aposentado, ex-gerente do extinto Banco da Lavoura e do extinto Banco Real; ÂNGELA MARIA, formada na Universidade de Itaúna e HELDER MAGNUS, falecido, era alto funcionário da CEMIG. Todos se casaram.

Foi professor de francês e psicologia educacional na Escola Normal Oficial de Itaúna, onde sua esposa foi excelente Diretora. No período em que a Escola foi desoficializada, por sete anos, ele e Dª NAIR, como vários outros dedicados professores, lecionaram suas matérias sem remuneração alguma.

Sua primeira participação na vida pública de Itaúna foi na vitoriosa Revolução de 1930, dela um dos vigorosos propagandistas e defensores, ao lado de outros idealistas, como Artur Vilaça, Dr. Hely Nogueira e José Augusto dos Santos (Juca do Bá). Lutaram na Aliança Liberal, liderada por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, contra o governo central da República Velha e outros 17 Estados da Federação.

Foi nomeado e participou do primeiro Conselho Consultivo, em substituição à extinta Câmara Municipal. Líder integralista, ao lado do Monsenhor Hilton Gonçalves de Souza, acreditou nos ideais de Plínio Salgado. Foi Prefeito no período de 14 de dezembro de 1947 a 31 de janeiro de 1951, o primeiro após a reconstitucionalização do país com a queda de Getúlio Vargas.

Trabalhou, incessantemente, em favor do desenvolvimento harmônico e global do município. No cargo, deu atenção especial aos problemas vinculados à área de saneamento básico. O abastecimento de água, a extensão da rede de esgotos, os combates às moléstias endêmicas, como a malária, mereceram investimentos prioritários em seu mandato.

Trouxe a Itaúna o famoso professor CARVALHO LOPES, que entrevistei para a Folha do Oeste, e nos deu água de primeira qualidade, por alguns anos, com os poços subterrâneos. Deu atenção especial à educação, eis que foi, em vida, autêntico educador. Dedicou-se também à tarefa de melhorar as condições de vida, na área rural, destacando-se seu empenho na construção de estradas vicinais.

Ocorreu em seu mandato, logo no início, uma das maiores enchentes do rio São João, que passou à história como a "enchente do Dr. Coutinho". O município entrou em estado de calamidade pública. A tragédia deu frutos: elaborou-se o melhor Plano Diretor já feito para a cidade, lamentavelmente não executado pelo seu sucessor, por falta de recursos, e projetou-se a construção da Barragem do Benfica, resultados de sua atuação junto aos Governos estadual de Milton Campos, onde seu compadre Pedro Aleixo era Secretário do Interior, e federal de Gaspar Dutra, de onde trouxe técnicos para estudar e viabilizar a solução dos problemas, como o Dr. Camilo Menezes, Diretor Geral do Departamento Nacional de Obras e Saneamento.

Nas negociações, envolveu a Companhia Industrial Itaunense, que se responsabilizou pelo levantamento topográfico da bacia, e, afinal, em sociedade com a Companhia Tecidos Santanense construíram, de 1954 a 1958, a importante e vital obra para Itaúna, a Barragem do Benfica.

Juntamente com o prefeito Lincoln Nogueira Machado, Artur Vilaça e outros, o Dr. COUTINHO tudo fez para trazer para Itaúna uma indústria de grande porte, a Companhia Nacional de Ferro Puro - CNFP, que seria instalada onde é hoje o Bairro Padre Eustáquio. Uma enorme empresa, organizada em São Paulo, com o capital de 16 mil contos de réis. Lançou-se a pedra fundamental da iniciativa com as bênçãos do virtuoso Padre Eustáquio Van Lieshout.

A ideia não vingou, mas ficou, para sempre, conosco o nome do santo sacerdote que ganhou, merecidamente, o título, dado pela nossa Câmara Municipal, de "Cidadão Honorário". Seu nome enobrece o Distrito Industrial da Fazendinha.

Nasceu para servir, foi um dos fundadores do Rotary de Itaúna e seu Presidente. Foi bom para Itaúna, para sua família, e, especialmente para a sua legião de clientes, alunos e amigos. Grande orador, altíssimo nível cultural, jamais saiu de sua terra de adoção. Esposo e pai, construiu edificante lar. Romântico, idealista, sempre digno e ético, jamais foi um Sancho Pança e muitas vezes foi um D. Quixote, deixou marcas profundas na história do município e um grande número de descendentes, herdeiros dos exemplos e das nobres qualidades maternas e paternas.

Faleceu aos 84 anos, aos 10 dias do mês de Junho de 1982, às 7:30 horas de uma manhã ensolarada, no dia de Corpus Christi, data santa tão vinculada ao grande morto, autêntico cristão. Continua vivo na memória dos legítimos Itaunenses.




REFERÊNCIAS:
Organização: Charles Aquino
Texto Biográfico: Guaracy de Castro Nogueira
Acervo: Professor Marco Elísio
Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira – ICMC
Acervo: Shorpy
Projetos de Leis dos Logradouros: Câmara Municipal de Itaúna
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira
Correios CEP


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

PADRE DOMINGUES MAIA

Lei Municipal 1287/1976— CEP: 35680-330
Denomina logradouro público: Rua Domingues Maia / Bairro Graças
  
O revmo. Pe. Antônio Domingues Maia (1841 a 1849) foi o primeiro pároco da Paróquia Sant'Ana de Itaúna e “ deixou uma larga tradição de operosidade e brandura, devendo-se a ele vários empreendimentos de vulto para o tempo, entre os quais um muro de pedra em torno do único cemitério que existia no lugar, no adro da matriz do alto do Rosário, e que era vedado por uma cerca de aroeira” (DORNAS, 46).


CÂMARA MUNICIPAL DE ITAÚNA


Comissão de Finanças e Orçamento

A Comissão opina pela aprovação do projeto que virá regularizar os nomes das ruas e praças do Bairro das Graças e Universitário.

Waldemar Gonçalves de Sousa — Relator
Geraldo Alves Parreiras — Presidente da Comissão
Luiz de Oliveira Guimaraes — Membro

Emenda ao Projeto de Lei nº 05-76 que dispõe sobre denominações de Ruas, Praças e Logradouros da Zona 6, bairro das Graças e Universitário.
No art. 2º onde se vê Rua Juquita Carvalho, leia-se Rua Pe. Domingues Maia.
No item 10 do Art. 2º, onde se vê Juquita Carvalho, leia-se Pe. Domingues Maia.

JUSTIFICATIVA
No bairro Cerqueira Lima existe uma rua com o nome de Juquita Carvalho. Esta circunstância é que justifica a modificação. O Padre Domingues Maia foi o primeiro vigário de Itaúna.

APROVADO
Jaime Nogueira Rodrigues — Presidente da Câmara
Sala das Sessões 21/06/1976


NOTA
 No CEP dos Correios, o nome do logradouro está errado — Padre Domingos Maia  




REFERÊNCIAS:
Organização e Elaboração: Charles Aquino
Brasão: Câmara Municipal de Itaúna
Projetos de Leis dos Logradouros: Câmara Municipal de Itaúna
Pesquisa: Charles Aquino
Colaboradora: Patrícia Gonçalves Nogueira
FILHO, João Dornas. Efemérides Itaunenses, ed. João Calazans, 1951, p.46

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

ZÉ DA RAMIRA

Projeto de Lei Municipal 0069/2013— CEP: 35681-568
Denomina logradouro público: Rua Zé da Ramira / Bairro Garcias
  
O povo do Município de Itaúna, Estado de Minas Gerais, por seus representantes legais na Câmara Municipal, aprovou e eu Prefeito Municipal, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominado Rua Zé da Ramira o logradouro público (Rua 06) localizado no Recanto das Peixotas / Bairro Garcias, zona 10, setor 03, que tem seu início na Av. Dr. Virgílio Gonçalves de Souza, passa pela área remanescente de Cláudio Marcelo Gonçalves de Souza, Quadra 42, Rua 01, Quadra 43, Rua 02, Quadra 44, Rua 04 e termina na área remanescente da Quadra 46, nesta cidade de Itaúna – MG.

Art. 2º Caberá ao Poder Executivo confeccionar placas indicativas com a denominação da rua para serem afixadas em pontos estratégicos da citada via pública, bem como dar ampla publicidade, comunicando e enviando cópias da presente Lei aos Correios, Cemig, Saae, Operadoras de Telefonia Fixa e Móvel, meios de comunicação locais e a quem mais possa interessar.

Art. 3º As despesas decorrentes desta Lei correrão por conta das dotações próprias previstas no Orçamento Anual do Executivo Municipal.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Sala das Sessões, em 06 de Agosto de 2013.

Gilberto Emanuel Silva

Vereador

JUSTIFICATIVA

José Gonçalves de Araújo nasceu em Serra Azul, município de Mateus Leme – MG, na fazenda de seu pai Gerson Alves de Araújo e sua mãe Ramira Gonçalves de Araújo, esta da família dos Gonçalves de Souza de Itaúna, e de quem irá pegar emprestado o pré-nome que ficará conhecido por toda a vida: “Zé da Ramira”.
Foi fazendeiro, comerciante na construção de Brasília, mas foi como dono de restaurante que ficou conhecido na cidade. Foi proprietário do Bar Azul (na praça da Matriz), do Bar do Automóvel Clube, do Tropicália, do Escondidinho (Banco Santander), dentre outros.
No carnaval de 2012, foi homenageado pela Banda Esplendor e Glória em vida como “O último dos Boêmios”.
Conto com o apoio dos colegas para a aprovação da presente proposição. Itaúna, 06 de agosto de 2013.

Gilberto Emanuel Silva

Vereador


DADOS BIOGRÁFICOS

Nome: José Gonçalves de Araújo

Naturalidade: Mateus Leme - MG

Data de nascimento: 1923

Data de Falecimento: 24 de novembro de 2012

Filiação: Gerson Alve de Araújo e Ramira Gonçalves de Araújo

Esposa: Violeta Guimarães de Araújo

Filhos: Vívian e Vilma


COMISSÃO DE JUSTIÇA E REDAÇÃO RELATÓRIO


Tendo esta Comissão, recebido na data de 07 de agosto de 2013, por parte da Secretaria Legislativa da Câmara Municipal, a remessa do Projeto de Lei nº 69/2013, que Denomina Logradouro Público Rua Zé Da Ramira, e tendo sido nomeado para relatar sobre a matéria em apreço, passo a expor o seguinte esclarecimento:
·         O referido projeto denomina logradouro Público visando homenagear um ilustre cidadão itaunense.
·         Diante do exposto, passo a emissão do meu voto.

VOTO DO RELATOR

Este relator entende que o supramencionado Projeto de Lei, encontra-se dentro da correta Técnica Legislativa, portanto sou pela apreciação da presente proposição pelo Plenário.
Sala das Comissões, 08 de agosto de 2013.

Gleison Fernandes de Faria

Presidente
Ante a análise do parecer exarado pelo Presidente da Comissão, acatamos o voto do relator.

Hudson Rodrigues Bernardes                    Nilzon Borges Ferreira

Membro                                                        Membro






BIOGRAFIA
Bar Azul (esquerda) /  Bar Zé da Ramira (direita)



Bar Azul
Velhos tempos de um Bar Azul
...”Ao longo do tempo, "Bar" acabou se tornando uma referência para um lugar de bate papo, encontros profissionais, momentos de descontração e lazer. E foi em meados da década de 40, no balcão do bar do Sr. José Gonçalves de Araújo, mais conhecido popularmente como "Zé da Ramira", que vários itaunenses compartilharam momentos únicos.
Zé da Ramira, deu início à sua vida de comerciante com 19 anos, logo após sair do tiro de guerra. Hoje com 86 anos de idade, é um dos mais antigos no seguimento de bares em Itaúna.
Durante sua trajetória, ele foi o idealizador do Tropicália, Bar do União, Bar do Automóvel Clube, Escondidinho, dentre outros. Zé da Ramira nunca escolheu os nomes de seus bares, essa tarefa ficava para os próprios clientes. Ele foi também o fundador do famoso "Bar Azul", tema constante do nosso artigo. O bar ficava na praça Dr. Augusto Gonçalves - considerado o ponto mais nobre da cidade naquela época. O museu de Itaúna exibe fotos centenárias, um acervo de fotografias de pessoas populares, que mostram também o antigo prédio do bar.
Mas por que o nome BAR AZUL?
 Simplesmente porque o imóvel era azul, dizem os saudosisFtas. Toda cidade pequena possui sempre grandes momentos, repassados a todas as gerações. Falar do Bar Azul é resgatar um passado cheio de histórias marcantes. O aposentado Carmo Lúcio de 72 anos, ainda lembra das brincadeiras de carnaval. Ele conta que as moças andavam num automóvel pela cidade fantasiadas, depois iam dançar nos Clubes. Naquele tempo havia Serestas e quando um rapaz queria namorar uma moça, tomava a iniciativa nos parques que apareciam na cidade ocasionalmente, através do "Correio Elegante" ou enviando alguma música.
Mulher entrava em bar? Nem pensar! As mulheres daquele tempo passavam longe dos bares e quem passava perto abaixava a cabeça. Época dos Rádios... só os ricos tinham rádio em casa, as pessoas costumavam ir na casa de Adolfo Mendes Pai, para escutar as Telenovelas ou noticiários. Vários cantores faziam sucesso: Nelson Barbosa, Cascatinha, Nelson Gonçalves e muitos outros que conquistaram um público grande.
O "point" era a Praça da Matriz, palco de quase todos os acontecimentos da cidade: Missa, Bares, Comércio, Política...
Outra curiosidade, é que o Bar Azul foi o primeiro bar a ter sinuca em Itaúna. O Automóvel Clube, foi o primeiro a vender revistas pois não existia banca. O Automóvel recebia a alta elite, onde se discutia política e futebol, e permitia a entrada de mulheres. O Bar do Plínio da década de 60, conhecido hoje como Bar do Sandoval, foi o pioneiro no atendimento 24h na cidade.
E já que o assunto gira em torno de bar e lugares que provocam saudade, entre as décadas de 30-60, vários se destacaram: Petisqueira, Bar do Cilico, Bar do Grilo – "Ponto dos políticos", O Século XX, o famoso Cine Rex, Matinê 10h, entre outros. Naquele tempo não existia violência, a cidade crescia lentamente.
Por todos esses anos Zé da Ramira tocou com paixão os bares que possuiu, e hoje seu nome virou referência e alusão aos velhos tempos. O bar do Zé da Ramira deu um novo sabor ao dia a dia dos itaunenses. Um empreendedor nato no comércio e na cozinha. "O mais importante era fazer o cliente se sentir bem no bar, ser amigo" palavras do Zé.
Foi ele mesmo o criador do "galeto na brasa", o prato mais famoso e gostoso, que nem precisamos detalhar muito; porque não será difícil descobrir quem nunca saboreou o que o Sr. Zé prepara com muito carinho. Para ele uma satisfação; para os clientes: um amigo. Ele mesmo gosta de preparar o tira gosto de alguns clientes, outros já trazem o tira gosto pronto de casa. A confiança é tanta que cada cliente faz o controle do seu consumo.
Um grande homem, simples e profissional, dono de uma bagagem de conhecimentos invejável. Um bar simples - de conteúdo raro, é a marca de Zé da Ramira em todos esses anos. ”
Janine Lorenzo




 NOTA:
Antes de postar este texto, procurei o senhor José Gonçalves de Araújo mais conhecido por Zé da Ramira para saber sobre quem foi o fundador do Bar Azul
O Zé confirmou que fundou o Bar Azul e logo vendeu para o Sr. Odorico Gonçalves Drumond Filho, mais conhecido como Neném Drumond que foi proprietário até a demolição do imóvel para construção do Edifício Benfica. 
Por ter sido uma conversa formal e amigável com o Zé da Ramira, não pedi nenhum documento que possa comprovar ou ao menos gravei nossa conversa.
Charles Aquino


 REFERÊNCIAS:
Texto biográfico: Janine Lorenzo
Texto biográfico: Gilberto Emanuel Silva -  Vereador
Organização e Elaboração: Charles Aquino.
Acervo e Fotografia: Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho, Charles Aquino.
Acervo e Projetos de Leis dos Logradouros: Câmara Municipal de Itaúna.
Pesquisa: Charles Aquino
Correios CEP


terça-feira, 25 de dezembro de 2018

PROFESSORA NAIR COUTINHO

Lei Municipal 2987/95— CEP: 35680-582
Denomina logradouro público: Praça Nair Chaves Coutinho / Bairro Morro do Engenho

Projeto de Lei nº 080/95 - Denomina Logradouro público.
O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta, e eu, em seu nome sanciono a seguinte Lei 2987/95:
Art. — 1º Denominar-se-á Praça NAIR CHAVES COUTINHO o Logradouro público localizado na confluência das ruas Izolina Lopes de Faria, Dulcinéia Fonseca Ferreira e Geraldo Pereira da Silva, bairro Morro do Engenho, zona 03.
Art 2º — A Prefeitura Municipal providenciará a colocação de placas indicativas, bem como a comunicação com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a Companhia Energética de Minas Gerais -  CEMIG.
Art 3º — Revogadas as disposições em contrário, esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Salas das Sessões, em 12 de setembro de 1995
Fábio Joaquim Gonçalves – Vereador


Uma mulher extraordinária, grande educadora, era autêntica filha da Terra de Santana. Corria-lhe no sangue as heranças das famílias mais tradicionais de Itaúna. Descendente do primeiro Gonçalves que pisou o solo itaunense, no início do século dezenove, contava em sua árvore genealógica com a presença de Antônio Gonçalves Bonfim, que era Gonçalves Chaves. Deste ramo familiar, seu avô, Antônio Gonçalves Chaves, gerou o filho Enéas Gonçalves Chaves, brilhante solicitador, que encantava a cidade com sua oratória. No fórum de Itaúna, Pará de Minas e Bonfim, teve atuação notável, advogando causas difíceis e alcançando vitórias espetaculares.
Sua mãe era Nogueira e Camargos, conhecida como Donana e que ficou viúva quando Nair, filha única tinha apenas 12 anos. Educou-a primorosamente, tendo estudado em Oliveira, em sua tradicional Escola Normal.
Jovem professora, de beleza estonteante, elegeu-se Rainha de Itaúna, quando ainda não havia concurso para Miss. Professora, abraçou o magistério, exercendo com brilho a carreira, formando inúmeras gerações, até que se aposentou como Diretora de nossa querida Escola Normal “Manoel Gonçalves de Souza”.
Casou-se em 15 de setembro de 1924, com o jovem médico Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho, uma das figuras mais nobres desta cidade. Dirigiu Itaúna com acerto e competência como Prefeito Municipal. O Doutor Coutinho era filho de Ouro Preto, onde nasceu aos 12 de abril de 1898, filho de Pedro Arthur de Souza Coutinho e Felicíssima de Lima Coutinho.
Dona Nair foi admirável figura humana, na qual se conciliavam, de forma absolutamente harmônica, a beleza física, a esmerada educação, a fé cristã, a cultura didática e a imprescindível energia, belo exemplo de cidadã, esposa e mãe.
O casal edificou um belo lar e ao dr. Coutinho sobrevieram nove filhos: sete homens e duas mulheres, todos nascidos em Itaúna: dr. Helênio Enéas Chaves Coutinho, dr. Rômulo Augusto Chaves Coutinho, dr. Juarez Carlos Chaves Coutinho, dr. Evandro Alberto Chaves Coutinho, professor Marco Elísio Chaves Coutinho e o dr. Helder Magnus Chaves Coutinho, bem como as prendadas senhoras Maria Ângela e Ângela Maria.
Dona Nair faleceu recentemente, depois de viver honrando a terra em que nasceu, deixando-nos um exemplo de dignidade, virtude, trabalho e santidade.
Sala das Sessões, em 12 de setembro de 1995
Fábio Joaquim Gonçalves – Vereador

Nomeio para relator o nobre vereador João Viana da Fonseca
Sala das Sessões, em 12 de setembro de 1995
Fábio Joaquim Gonçalves — Presidente da Comissão de Justiça e redação
Voto do Relator
O Projeto de Lei nº 080/95 que denomina Logradouro público em nosso município é legal, e está amparado pela Lei Municipal 2.602 de 23 de março de 1992 e no artigo 166 da Lei Orgânica Municipal.
Opino por sua apreciação pelo Plenário.

Sala das Sessões, em 12 de setembro de 1995
João Viana da Fonseca — Relator
Acompanha o voto do relator os seguintes membros da Comissão:
Fábio Joaquim Gonçalves — Presidente da Comissão
Ricardo Drumond Magalhães — Secretário da Comissão

Nomeio para relatora a nobre vereadora Elizabeth Coutinho Magalhães
Sala das Sessões, em 12 de setembro de 1995
Donizete Geraldo de Lima — Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento

Voto do Relator
O Projeto de lei nº 080/95 é legal, está amparado na Lei Municipal nº 2.602, de 23 de março de 1992 e no artigo 166 da Lei Orgânica Municipal.
O Projeto merece ser apreciado pelo Plenário da Casa.

Elizabeth Coutinho Magalhães — Relatora
Acompanham o voto da relatora os seguintes membros da Comissão:
Donizete Geraldo de Lima — Presidente da Comissão
Francisco de Assis Resende — Secretário da Comissão

Aprovado em 1ª discussão e votação 12/09/1995
 Sala das Sessões, em 12 de setembro de 1995



REFERÊNCIAS:
Texto biográfico:  Fábio Joaquim Gonçalves – Vereador
Organização, Arte e Elaboração: Charles Aquino.
Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira, Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho, Charles Aquino
Acervo e Projetos de Leis dos Logradouros: Câmara Municipal de Itaúna.
Pesquisa: Charles Aquino Patrícia Gonçalves Nogueira.
Correios CEP